Zanatta Minimiza Atritos no PL e Vê Michelle Bolsonaro Candidata ao Senado em 2026
Deputada Júlia Zanatta (PL-SC) expressa otimismo sobre a participação da ex-primeira-dama nas eleições de 2026 e justifica sua saída da presidência do PL Mulher.
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A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) minimizou, nesta quarta-feira (1º de julho de 2026), as desavenças internas no Partido Liberal (PL) envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A parlamentar expressou otimismo sobre a participação de Michelle nas eleições de 2026, mesmo após sua saída da presidência do PL Mulher, e justificou a decisão da ex-primeira-dama.
Zanatta afirmou que a escolha de concorrer ao Senado Federal em 2026 caberá a Michelle Bolsonaro. “Isso vai ser uma decisão dela, mas eu tenho certeza de que ela vai fazer a escolha de ser candidata”, declarou a deputada ao chegar a uma reunião organizada para aproximar Flávio Bolsonaro das mulheres da legenda.
A congressista também afastou narrativas de atritos na ala bolsonarista, decorrentes de recentes discussões sobre os rumos eleitorais de Flávio Bolsonaro. “Não tem atrito, é uma questão que vai ser, que está sendo resolvida”, garantiu Zanatta, ressaltando a permanência do alinhamento central da sigla. “Agora a gente só vai pensar em tirar o Lula do poder e colocar o Flávio na Presidência da República.”
Ao ser questionada sobre o afastamento de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher, Zanatta afirmou compreender a escolha da ex-presidente. A deputada citou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro como um fator. “Compreendo e imagino o que essa mulher não está passando de ter que cuidar do marido. Ela deixou claro que sua prioridade é sua família”, justificou Zanatta, mencionando a rotina de cuidados de Michelle com a saúde do ex-presidente.
Críticas ao Governo
A deputada catarinense aproveitou a ocasião para criticar a agenda ideológica do Palácio do Planalto e a linguagem institucional adotada pela atual gestão. Zanatta apontou a alteração de termos neutros em documentos federais e reforçou sua pauta de costumes. “O governo Lula tem documentos oficiais que tratam as mulheres como pessoas que gestam. Eu não sou uma pessoa que gesta. Sou mulher. Eu sou mãe”, afirmou a deputada, alegando que tais vocábulos promovem um “apagamento” do termo mulher e representam um desrespeito às brasileiras.
Michelle x Flávio: O Confronto
A controvérsia entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro veio à tona na quarta-feira (24 de junho de 2026). Em vídeo publicado no Instagram, a ex-primeira-dama declarou que o senador a humilhou em um telefonema. “Ele me maltratou e disse que eu deveria ficar de fora das decisões do partido”, afirmou Michelle Bolsonaro.
Segundo ela, Flávio Bolsonaro a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE), presidente do PL no Ceará. Fernandes declarou apoio ao pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), que, conforme Michelle, chamou Flávio Bolsonaro e seus irmãos de corruptos e de “ovos de serpentes nazistóides”. A ex-primeira-dama defende a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) no estado.
Ainda na noite de quarta-feira (24 de junho de 2026), o senador Flávio Bolsonaro se pronunciou. Ele afirmou que “nunca maltratou ou humilhou uma mulher” e que, se o fez, “pede desculpas”. Em sua declaração, Flávio Bolsonaro disse: “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”.
A ex-primeira-dama voltou a se pronunciar na manhã de quinta-feira (25 de junho de 2026), adotando um tom mais conciliador.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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