Egito Revela Cidade Bizantina e 18 Tumbas Antigas para Impulsionar Turismo
Descobertas no Oásis de Dakhla e Marina el-Alamein buscam fortalecer setor turístico e divisas do país em 2026.
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O Egito anunciou neste sábado (4) duas grandes descobertas arqueológicas. Arqueólogos encontraram uma cidade residencial da era bizantina bem preservada no deserto ocidental. Eles também revelaram 18 tumbas antigas perto de Alexandria. As autoridades egípcias esperam que estes achados impulsionem o setor turístico, vital para a economia nacional.
Cidade Bizantina no Oásis de Dakhla
A primeira descoberta detalha a vida cotidiana, o desenvolvimento urbano e as atividades econômicas no Oásis de Dakhla. Esta região, localizada na província de Novo Vale, no deserto ocidental do Egito, fazia parte do Império Bizantino no século IV. O Ministério do Turismo e Antiguidades divulgou as informações.
Os bairros desenterrados revelam uma organização urbana planejada. “Os bairros desenterrados incluíam vias norte-sul que eram cortadas por ruas leste-oeste, formando praças abertas e espaços públicos”, disse Hisham el-Leithy, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades.
Uma basílica do século IV domina o assentamento. Ela fica na cabeceira, com vista para as ruas principais. Mahmoud Massoud, que preside a missão arqueológica, informou sobre os restos de duas torres de vigia. Estas protegiam os arredores.
Massoud também descreveu uma estrutura fortemente fortificada. “Uma estrutura fortemente fortificada com grossas muralhas defensivas e muitas casas compostas por salões de recepção e telhados abobadados foi encontrada na área”, afirmou. Entre as casas, estava a de Tisous, identificada como a residência de um diácono da igreja. Datada da segunda metade do século IV, arqueólogos acreditam que serviu como igreja doméstica antes da construção da basílica da cidade.
Os arqueólogos descobriram fornos de pão, cozinhas e ferramentas de moagem de pedra. Estes itens indicam a produção de alimentos. A equipe também encontrou moedas de bronze bem preservadas. Elas exibem retratos de imperadores bizantinos, inscrições em latim e símbolos cristãos. Um conjunto de moedas de ouro do reinado do imperador romano Constâncio II (337-361) também veio à luz, conforme o comunicado do ministério.
Diaa Zahran, chefe do departamento de Antiguidades Islâmicas, Coptas e Judaicas, destacou outra descoberta. A equipe encontrou cerca de 200 fragmentos de cerâmica. Eles serviam como material de escrita. “Os fragmentos, conhecidos como óstraca, contêm inscrições que detalham transações comerciais, correspondências e outros aspectos da vida cotidiana”, explicou Zahran. O Oásis de Dakhla está na Lista Indicativa da Unesco, um passo para se tornar Patrimônio Mundial.
Tumbas Antigas em Marina el-Alamein
Arqueólogos fizeram uma segunda descoberta no sítio arqueológico de Marina el-Alamein. O local fica a aproximadamente 100 quilômetros (62 milhas) a oeste de Alexandria, cidade mediterrânea. A equipe encontrou 18 tumbas antigas.
As descobertas incluem 11 túmulos escavados na rocha. Eles possuem uma profundidade média de 8 metros. Sete túmulos foram construídos na superfície com calcário, informou o ministério. Este achado eleva para 48 o total de túmulos encontrados no local. Os arqueólogos também desenterraram vasos de cerâmica, ânforas, lâmpadas, pratos, altares e bacias.
Impacto no Turismo Egípcio
As recentes descobertas no Oásis de Dakhla e em Marina el-Alamein representam os mais recentes esforços do governo egípcio. O objetivo é impulsionar o turismo de antiguidades. Este setor é vital para o país. Juntamente com o estratégico Canal de Suez, o turismo constitui uma importante fonte de divisas estrangeiras. O Egito enfrenta dificuldades financeiras e busca fortalecer sua economia.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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