Caiado Associa Green Card de Bolsonaro à Crise com EUA e Defende Agro Brasileiro
Pré-candidato à Presidência critica facilidade para ex-deputado e pede valorização do setor produtivo nacional em meio a tensões diplomáticas com Washington.
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O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta terça-feira (21 de julho de 2026) que produtores brasileiros deveriam ter acesso facilitado ao mercado americano, utilizando a analogia do “Green Card”. A declaração, feita em seu perfil na plataforma X, surge em um momento de tensões diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos, e repercute a recente concessão do Green Card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, sem citá-lo nominalmente.
Caiado enfatizou a necessidade de proteção à economia nacional em sua manifestação pública.
“Green card, quem precisa é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio. Precisamos valorizar e fortalecer o agro do nosso país, defender a indústria e proteger os empregos do Brasil”. Não é turismo, é sobre autoridade moral pra governar!”, disse Caiado.
Green Card e a Situação de Eduardo Bolsonaro
O Green Card é um documento emitido pelo governo dos Estados Unidos que concede a estrangeiros o direito de residir e trabalhar no país com prerrogativas similares às de cidadãos americanos. A obtenção do documento por Eduardo Bolsonaro e sua família repercutiu na imprensa nesta segunda-feira (20 de julho de 2026), em meio a uma crise nas relações bilaterais entre Brasil e EUA.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em entrevista ao Rede Comunica Brasil, também nesta terça-feira (21 de julho de 2026), o ex-deputado federal detalhou que o processo para conseguir o Green Card durou mais de um ano. Ele relatou ter contratado um advogado e aberto contas bancárias para comprovar a origem de seus recursos, além de ter demonstrado notoriedade e potencial para gerar benefícios à sociedade americana.
Crise Diplomática e Tarifas Americanas
A crise diplomática entre os dois países agravou-se na semana passada, quando o governo do presidente Donald Trump concluiu uma investigação do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR). A medida resultou na determinação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Na esteira dessa decisão, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, teceu críticas públicas ao governo brasileiro. Rubio afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro”. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio do Itamaraty, reagiu classificando as declarações como “grosseiras” e “arrogantes”.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação. A condenação refere-se à sua atuação nos Estados Unidos, que visava intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da tentativa de golpe. Ações de Eduardo Bolsonaro, ainda em 2025, já haviam provocado as primeiras tarifas dos EUA contra o Brasil.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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