Zema Questiona Confiabilidade Eleitoral e Pede Voto Impresso para Eleições de 2026
Ex-governador e pré-candidato à Presidência defende verificação física de urnas e critica modelo engessado da CLT em coletiva.
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, questionou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro na quinta-feira, 23 de julho de 2026. Embora declare “confiar muito” no processo, Zema defendeu a implementação de um mecanismo de verificação física por amostragem e a impressão do voto para auditabilidade. Ele também criticou as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), propondo a regulamentação do trabalho pago por hora.
Durante coletiva de imprensa na Associação Paulista de Supermercados (APAS), Zema reacendeu a controvérsia sobre a transparência das urnas eletrônicas. O pré-candidato admitiu a possibilidade de irregularidades no pleito de 2026, comparando potenciais fraudes eleitorais a pequenas cobranças indevidas em contas bancárias.
Críticas ao Sistema Eleitoral
Zema expressou sua visão sobre a ocorrência de fraudes pontuais no sistema eleitoral:
“Pode ter fraude? Pode, mas nada que possa impactar o resultado de uma eleição. É igual a alguém que tem uma conta corrente e de vez em quando se desconta lá R$ 5, R$ 10. É fraude? É, mas não vai quebrar nem mudar a situação financeira de ninguém se tiver lá descontos dessa magnitude.”
O pré-candidato apontou a desconfiança na atuação de mesários e a ausência de checagem física como fatores que abrem margem para desvios. Ele reforçou a necessidade do voto impresso para sanar dúvidas.
“Por que não pegar 5% das urnas, imprimir e depois conferir? Aí sanaria todas as dúvidas […]. Fraudes que não impactam a eleição. Em algum lugar alguém que não foi votar, um mesário mal-intencionado vota lá como se tivesse a pessoa comparecido. Um voto, dois a mais por um, provavelmente não vai ter muito impacto, como já houve no passado.”
Proposta para Leis Trabalhistas
Na reunião com dirigentes do varejo supermercadista, Zema também abordou o modelo de emprego. Ele direcionou suas críticas às regras trabalhistas e ao modelo “engessado” da CLT. O político argumentou que a burocracia governamental impede a autonomia do cidadão e defendeu a regulamentação do trabalho por hora, comparando a liberdade de escolha no casamento com a falta de flexibilidade no emprego.
“Pode fazer um contrato, pode fazer separação total de bens, pode fazer comunhão parcial de bens, comunhão total de bens… Na hora de casar, o brasileiro tem liberdade, faz opção. Na hora de trabalhar, não. Ou ele tem CLT ou não tem outra opção como em vários países do mundo tem. E o que eu quero é que o brasileiro tenha essa opção […] de trabalhar por hora. Como existe em todo país sério e civilizado.”
Zema criticou as jornadas e escalas de trabalho atuais. Ele alegou que o próprio trabalhador deveria definir quantas horas deseja cumprir por semana, sem interferência governamental.
“O brasileiro já tem maturidade para escolher se ele quer trabalhar 30, 40, 50, 55 horas por semana, dependendo do que ele ganha, da necessidade dele e da vida que ele quer levar. […] Qualquer país avançado hoje, o cidadão faz o seu horário de trabalho. E aqui nós criamos essa regra que antes era 48, depois 44, e agora o burocrata é que quer mudar. É como se lá em Brasília decidissem: ‘Todo mundo tem de casar de tal jeito’. E nós sabemos que não é isso que acontece.”
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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