Defensoria age contra corte de energia na Agrovila Campão
Moradores da Agrovila Campão Orgânico buscaram a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Na última quinta-feira (23), eles discutiram medidas emergenciais. O objetivo foi resolver a interrupção do fornecimento de energia elétrica na comunidade.
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Moradores da Agrovila Campão Orgânico buscaram a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Na última quinta-feira (23), eles discutiram medidas emergenciais. O objetivo foi resolver a interrupção do fornecimento de energia elétrica na comunidade.
Reunião na Defensoria Pública
O encontro contou com diversas autoridades e representantes da comunidade:
- Cláudia Bossay Assumpção Fassa, coordenadora do NUCCON.
- Vereador Landmark Rios (PT).
- Assessora jurídica Amanda Justino.
- Lideranças Jonas Lima da Conceição e Emília Aparecida Diniz Almeida.
- Advogada Vanessa Corrêa, da OAB/MS.
Ação na comunidade
Antes do encontro na Defensoria, o vereador Landmark Rios visitou a comunidade. Ele se reuniu com os moradores à luz de velas. A visita visou dar andamento aos encaminhamentos definidos pelo órgão.
As famílias organizaram cadastros e documentos. Estes serão anexados à Ação Civil Pública para restabelecer a energia. O objetivo é garantir o fornecimento regular.
Impacto do corte de energia
Lideranças relataram a atuação da Energisa na comunidade. Na manhã de quinta-feira, equipes retiraram a fiação elétrica. Cerca de 200 famílias ficaram sem energia.
A interrupção afetou os poços artesianos. Eles são responsáveis pelo abastecimento de água. A falta de energia comprometeu o fornecimento hídrico local.
Jonas Lima da Conceição, líder da Agrovila Campão Orgânico, destacou as consequências. “Sem energia, não temos como tirar água dos poços. Isso afeta a sobrevivência das famílias, animais e plantações”, disse. Ele reforçou que a comunidade busca uma solução regular. “Queremos que a Energisa reconheça e instale energia individual.”
Proposta de Ação Judicial
A coordenadora do NUCCON, Cláudia Bossay, anunciou a Ação Civil Pública. Ela visa restabelecer o fornecimento de energia elétrica de modo regular. Cada família terá sua própria unidade consumidora.
A preparação da ação envolve:
- Cadastros dos moradores.
- Coleta de documentos e fotografias.
- Comprovação de permanência na área há mais de quatro anos.
- Demonstração da urgência do serviço.
A dependência dos poços artesianos é um argumento crucial. Eles são acionados por bombas elétricas para garantir água. A comunidade abriga idosos, pessoas com deficiência e mães atípicas. Há também moradores que precisam refrigerar medicamentos. Estes fatores reforçam a urgência da medida judicial.
Busca por Regularização
Ana Maria Péricles da Silva, moradora há três anos, destacou o desejo das famílias. “Queremos regularizar e pagar pelo serviço”, afirmou. “Não estamos fugindo de pagar, mas enfrentamos obstáculos.”
O vereador Landmark Rios reafirmou seu apoio às famílias. Ele buscará uma solução para o acesso regular à energia elétrica. A expectativa é positiva com a documentação. A Ação Civil Pública pode garantir o serviço. Isso assegurará dignidade, água e permanência na Agrovila Campão Orgânico.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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