Quarta-feira, 29 de Julho de 2026
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POLICIA

Operação Nova Aliança: PF e SENAD em ofensiva contra maconha

A Polícia Federal (PF) do Brasil e a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai lançaram a Operação Nova Aliança 54. Esta é a maior ofensiva contra plantações ilegais de maconha já registrada na fronteira. A ação mobiliza agentes em áreas rurais do Departamento de Canindeyú. Esta região é um polo de produção da droga para o Brasil.

29/07/2026 às 14:09
3 min de leitura
Operação Nova Aliança: Policiais na maior ofensiva contra maconha na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Pacotes apreendidos de Skank (supermaconha).(Foto: Divulgação/EB)

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Cooperação Contra o Tráfico

A iniciativa faz parte de uma cooperação bilateral, iniciada em 2012. O foco principal é atingir a estrutura financeira das organizações criminosas. Também visa a logística responsável pelo cultivo, processamento e distribuição da maconha. Atacar as roças na origem impede toneladas do entorpecente. Assim, evita-se que cheguem às facções no Brasil.

Análise Forense Avançada

A operação inclui o trabalho de peritos criminais. Eles são do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. Especialistas do Laboratório Forense da SENAD também participam. As equipes coletam e analisam amostras de plantas e solo. O objetivo é identificar características genéticas da cannabis local. Isso ajuda a rastrear a origem da droga.

As investigações de tráfico internacional de drogas são fortalecidas. Os dados obtidos mapeiam rotas utilizadas por organizações criminosas. Eles também são cruciais para a produção de provas judiciais nos dois países.

Grandes Resultados da Operação

Em 14 anos de atuação, a Operação Nova Aliança acumula resultados significativos. As ações são contra plantações ilícitas e a destruição de entorpecentes.

  • Erradicou cerca de 14 mil hectares de plantações.
  • Destruiu mais de 45 mil toneladas de maconha.

Somente em 2025, o resultado foi o maior da série histórica. Foram eliminadas 5.464 toneladas da droga ao longo das fases. Autoridades destacam danos ambientais do cultivo ilegal. Áreas de reservas florestais são frequentemente abertas para plantações. As regiões atingidas passam por restauração da vegetação nativa.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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