Operação Gutenberg: Justiça Aceita Denúncia contra 17 Réus
A Justiça formalizou o recebimento da denúncia contra 17 investigados da Operação Gutenberg. Eles se tornam réus após decisão publicada no Diário da Justiça nesta segunda-feira (dia 3). O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) protocolou a peça acusatória em 24 de julho. Os crimes imputados incluem organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. O MPMS também exige o ressarcimento de R$ 27 milhões aos cofres públicos.
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O Esquema da Editora Avante
As investigações apontam a Editora Avante, de São Paulo (SP), como o epicentro das fraudes contratuais. A editora foi registrada, inicialmente, em nome de laranjas. O objetivo era ocultar a participação da família Jafar, herdeira da Gráfica Alvorada.
Investigados da Operação Gutenberg
- Rossana Paroschi Jafar: Empresária e cirurgiã-dentista.
- Giovanni Paroschi Jafar: Empresário.
- Olívia Paroschi Jafar: Médica.
- Felipe Paroschi Jafar: Exonerado da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Sua exoneração ocorreu após a deflagração da operação em 7 de julho.
- Rhayane Souza Fanaia: Ex-esposa de Giovanni. Foi a primeira administradora formal da editora.
- Heyder Bartz: Empresário, segue foragido desde o dia da operação.
- Francisco Anizio dos Santos: Empresário.
- Matheus Oliveira Peixoto: Apontado como o segundo proprietário da editora.
- Joatan Gomes Peixoto: Pai de Matheus, também indicado como segundo proprietário.
- Valesca Thais Albuquerque Teixeira: Terceira responsável pela empresa durante as investigações.
- Gabriel Taquino de Paula: Advogado, atuava como emissário de vendas.
- Paulo Rogério de Melo: Ligado à Atalaia Veículos. Responde por suposta lavagem de dinheiro.
- Douglas Henrique Melo: Ligado à Atalaia Veículos. Responde por suposta lavagem de dinheiro.
Manifestação das Defesas
Advogados dos envolvidos contestaram as conclusões do Gaeco e do Ministério Público após a decisão:
- Paulo e Douglas Melo: O advogado Luís Ojeda afirmou que os recebimentos bancários são regulares. Ele sustentou que a acusação se baseia em “presunção” de lavagem de dinheiro. Ojeda também disse que a prisão preventiva dos empresários carece de fundamento.
- Giovanni Jafar: O defensor José Belga Assis Trad declarou que o recebimento da denúncia é o início da fase judicial. Ele ressaltou que os réus terão oportunidade de apresentar defesa. Trad buscará demonstrar a “precariedade formal e material da acusação”.
- Heyder Bartz: A advogada Beatriz Pontes Navarini enfatizou que a aceitação da denúncia não é um juízo de culpa. Ela reiterou confiança de que a atuação lícita de seu cliente será provada. Isso acontecerá durante o contraditório e a ampla defesa.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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