Nova fase da Gutenberg mira novos contratos em seis prefeituras de MS
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A busca por novos contratos foi iniciada pelo Gaeco logo após os pedidos de prisão preventiva dos integrantes apontados como líderes da organização criminosa. O objetivo era mapear se o grupo continuava operando economicamente em paralelo ao avanço das investigações. Segundo o relatório de informações anexado ao procedimento, as diligências constataram que a rede criminosa permaneceu ativa entre 2025 e 2026, celebrando novas parcerias com o poder público pouco antes do dia 7 de julho, data em que a operação foi deflagrada e resultou na prisão de 16 pessoas — um empresário segue foragido. O levantamento detalha os contratos e as vigências em seis municípios do estado: Caarapó: R$ 589.392,00 (vigência de 15/12/2025 a 15/04/2026) Deodápolis: R$ 474.876,00 (em contratos firmados em janeiro de 2025) Juti: R$ 392.920,00 (em contrato firmado em 30/04/2026) Fátima do Sul: R$ 244.020,00 (vigência de 05/11/2025 a 05/05/2026) Anaurilândia: R$ 232.530,00 (vigência de 15/01/2026 a 15/01/2027) Japorã: R$ 226.480,00 (vigência de 20/10/2025 a 19/04/2026) O Gaeco ressalta que a inclusão das prefeituras nas diligências busca apurar as circunstâncias e a eventual relação das contratações com o esquema, não significando, neste momento, a confirmação de irregularidades por parte dos gestores ou das administrações. Municípios apresentam justificativas Diante dos fatos, quatro executivos municipais se manifestaram. O prefeito de Deodápolis, Jean da Saúde (PSDB), explicou que o município apenas assinou o contrato antes de saber da investigação e, ao tomar conhecimento, rescindiu o vínculo sem efetuar pagamentos ou receber os livros, encaminhando a documentação ao Ministério Público. Em Juti, o prefeito Gilmar Marcos da Cruz (PSDB) confirmou a compra dos materiais de ensino, defendendo em nota que todo o rito seguiu estritamente a Lei Federal nº 14.133/2021 com foco no interesse dos alunos. O prefeito de Anaurilândia, Rafael Gusmão Hamamoto (PP), confirmou a aquisição de livros por telefone, sinalizando que os materiais já foram devidamente entregues e que enviará uma nota formal. Já a prefeitura de Caarapó declarou que a compra foi feita via inexigibilidade de licitação amparada por parecer jurídico técnico. A administração pontuou que ainda não recebeu notificação do Ministério Público, mas colocou-se à inteira disposição para colaborar com as investigações. As demais cidades não se manifestaram até o fechamento da reportagem. O esquema da Operação Gutenberg A primeira fase da investigação apontou que a Editora Avante era utilizada como fachada ou instrumento operacional para vencer contratos públicos voltados ao fornecimento de livros paradidáticos em Mato Grosso do Sul. O dinheiro arrecadado com as vendas era pulverizado e distribuído entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo. Apontada como a líder da organização, Rossana Paroschi Jafar exerceria papel central na gestão financeira e administrativa da editora, respondendo pelas suspeitas de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia já foi aceita pela Justiça, tornando 16 investigados réus no processo. Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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