Felipe Santullo diz que preso suspeito de sequestro de Ayla em Campo Grande só emprestou casa a conhecido
O advogado Felipe Santullo afirma que o preso suspeito de sequestro de Ayla apenas emprestou a casa e não sabia do crime.
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A defesa do homem preso por suspeita de envolvimento no sequestro de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias, afirmou que ele apenas emprestou uma casa a um conhecido e não sabia que o imóvel seria relacionado ao desaparecimento da bebê em Campo Grande.
O suspeito foi localizado na região do Universitário durante as buscas pela recém-nascida neste sábado (8). A audiência de custódia do caso foi marcada para domingo (9).
Defesa alega desconhecimento sobre atos ilícitos
A manifestação foi enviada ao Campo Grande News por Dendry Rios, assistente da defesa encabeçada pelo advogado Felipe Santullo. Segundo ele, o homem nega conhecimento sobre qualquer ato ilícito relacionado à casa.
“Estamos tomando conhecimento dos fatos e analisando os autos. É muito cedo para manifestações concretas, até porque ele assegura não saber a finalidade da atividade ou de qualquer ato que aconteceu. Imaginem o seguinte: se você soubesse que tal ato ilícito seria praticado, você concordaria? Ele é trabalhador, tem família”, afirmou.
A defesa também contestou a atribuição de responsabilidade ao suspeito antes do esclarecimento do caso. “Atribuir toda essa interpretação a ele seria praticamente desumano e injusto, ainda mais um rapaz trabalhador, familiar e uma pessoa comum. Mas tudo isso será discutido e apresentado no decorrer dos fatos e a sociedade entenderá que é importante não julgar agora de maneira popular para não se arrepender depois”, declarou em nota.
Como a bebê Ayla desapareceu
Ayla desapareceu na quinta-feira. A mãe, uma adolescente de 17 anos, relatou que recebeu uma proposta de R$ 100 para cuidar de outra criança e foi até uma residência acompanhada da irmã, de 12 anos, e da bebê. Segundo a versão apresentada pela jovem, ela e a irmã foram rendidas no imóvel.
A recém-nascida foi levada e passou a ser procurada pelas equipes responsáveis pela investigação. A Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) conduz o caso com apoio da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). O desaparecimento também levou ao acionamento do Alerta Amber Brasil.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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