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ESTADO

Mãe de Ayla, de 17 anos, diz que foi amarrada antes do desaparecimento da bebê em Campo Grande

Adolescente afirma que oferta de R$ 100 para cuidar de outra criança terminou em cativeiro; Polícia Civil investiga sumiço de Ayla de 28 dias.

08/08/2026 às 11:54
3 min de leitura
Mãe de 17 anos narra emboscada e diz ter sido amarrada antes do desaparecimento da bebê Ayla em Campo Grande
Foto de Ayla divulgada pela família e Ministério da Justiça após suposto sequestro de bebê (Foto: Reprodução)

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O desaparecimento da recém-nascida Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias, completou cerca de 46 horas na manhã deste sábado (8) sem pistas. A mãe, adolescente de 17 anos, diz ter sido vítima de uma emboscada em Campo Grande após aceitar R$ 100 para cuidar de outra criança. A bebê foi vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (6).

Oferta de R$ 100 para cuidar de bebê levou a emboscada

Segundo a jovem, o contato com a suspeita surgiu a partir de uma indicação de uma amiga de sua irmã. A mulher participava de um grupo de doação de roupas infantis e chegou a levar peças para Ayla. Na primeira entrega, conforme a mãe, ela ainda estava na maternidade e as roupas foram recebidas pela avó.

A mulher manteve o contato por mensagens, perguntava pela bebê e enviava fotografias de uma filha de seis meses. Na quinta-feira, ela ofereceu R$ 100 para que a adolescente cuidasse da criança por algumas horas.

  • Oferta: R$ 100 para cuidar de uma bebê de seis meses
  • Local: casa em Campo Grande
  • Presenças: mãe, irmã de 12 anos e Ayla

Mãe de Ayla conta que foi amarrada após ser rendida

A adolescente aceitou a proposta e foi ao endereço com a irmã, de 12 anos, e com a filha. Ela descreveu o imóvel como uma casa aparentemente normal. A mulher teria oferecido um copo de água e, pouco depois, chamado a jovem para conhecer uma construção nos fundos.

Ao entrar, segundo a mãe, um homem esperava atrás da porta. O rapaz teria tentado fazê-la perder a consciência e depois a imobilizou. A adolescente conta que foi amarrada e mantida em um banheiro. A irmã, na mesma versão, também teria sido rendida e levada para um quarto.

Ayla permaneceu inicialmente com a garota de 12 anos. Ao recuperar a consciência, a mãe disse ter percebido que o objetivo seria levar sua filha. Ela afirma que perguntou à mulher o que estava acontecendo e ouviu que ela queria ficar com a recém-nascida.

Os envolvidos teriam usado algo que a adolescente identificou como álcool para tentar fazê-la desmaiar. A ameaça contra a vida dela teria ocorrido somente quando já estava refém no imóvel. Antes de sair, mãe e avó da jovem recomendaram que ela não levasse Ayla, mas a adolescente saiu com a recém-nascida e a irmã.

Polícia Civil investiga e aciona Alerta Amber

A ocorrência sobre o desaparecimento foi registrada às 5h55 de sexta-feira (7). Até o momento, a Polícia Civil não divulgou uma reconstrução completa da dinâmica. Diferentes informações sobre as circunstâncias surgiram durante a apuração.

Policiais fizeram buscas a partir das informações fornecidas pelas adolescentes, mas o endereço onde elas afirmaram terem sido mantidas não foi localizado inicialmente. Familiares foram ouvidos na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Ayla passou a ser procurada também pelo Alerta Amber Brasil, sistema do Ministério da Justiça para divulgar casos de desaparecimento de crianças e adolescentes de alto risco.

Família evita entrevistas e mãe faz apelo

Na manhã deste sábado, a reportagem esteve na casa da família, mas ninguém quis conversar. Segundo familiares, a orientação da polícia é para não conceder entrevistas neste momento, para evitar interferências nas diligências.

Na noite de sexta-feira, a mãe de Ayla falou com a equipe na porta da DEPCA. Ela disse acreditar que a filha está viva e perto. “Eu só quero que a minha filha apareça, porque nós estamos muito desesperados, atrás dela. Espero que encontremos ela. Eu sinto que ela está perto, que eu vou encontrar ela. Eu sinto isso”, afirmou.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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