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Alex Melo de Abreu, preso por sequestro da bebê Ayla, matou adolescente atropelada em Apuí (AM)

Alex Melo de Abreu, de 30 anos, já tinha condenação pela morte de Mikaelly Vitória, de 16, atropelada em Apuí (AM).

09/08/2026 às 18:53
3 min de leitura
Alex Melo de Abreu, preso por sequestro da bebê Ayla, matou adolescente atropelada em Apuí (AM)
Alex quando foi preso pela polícia nacional na madrugada deste domingo (Foto: Divulgação)

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Alex Melo de Abreu, de 30 anos, já tinha condenação por matar Mikaelly Vitória Silveira Ramos, de 16 anos, antes de ser preso pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza. O atropelamento ocorreu em fevereiro de 2022, em Apuí (AM), e a adolescente morreu no local.

Mikaelly voltava para casa depois de um encontro de tereré no centro de Apuí. Alex dirigia um Volkswagen Gol G6 quando a atingiu na Avenida Transamazônica com a Avenida Manaus. Com o impacto, ela foi arremessada para o outro lado da pista.

Ficha de Alex tinha condenação por atropelamento de Mikaelly

O Gol ficou destruído: o para-brisa subiu sobre o volante, o capô entortou, o radiador furou e um pneu estourou. Alex abandonou o carro no Bairro São Sebastião com engradados de cerveja no interior. Marcas de sangue e fios de cabelo da vítima ficaram presos ao para-brisa quebrado.

Em seguida, ele tentou fugir de carona em uma Fiat Strada em direção ao distrito de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré (AM). Policiais civis e militares interceptaram o veículo. Durante a abordagem, os agentes perceberam que Alex se apresentava como policial militar aposentado. Interrogado, ele confessou que usava a farsa para atrair mulheres.

Alex foi condenado a 11 anos e seis meses pelo homicídio de Mikaelly. A sentença transitou em julgado, e ele tinha um mandado de prisão em aberto.

Outros crimes na ficha de Alex

Além do homicídio, a ficha criminal de Alex inclui outros crimes:

  • Estelionato;
  • Furto;
  • Embriaguez ao volante;
  • Lesão corporal;
  • Ameaça;
  • Violência doméstica.

Agora, ele precisa cumprir a pena pelo homicídio e ainda responder pelo sequestro da bebê e por falsificação de documentos.

Prisão de Alex no Paraguai e resgate da bebê Ayla

Alex foi encontrado na madrugada deste domingo em uma casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele estava com Suzilaine da Graça Costa e com a bebê Ayla. Alex usava documento falso em nome de Weliton Aparecido Lopes dos Santos.

As autoridades paraguaias expulsaram o casal no Posto de Controle Migratório da cidade. Na tarde de hoje, a Polícia Federal recebeu os dois em Ponta Porã, a 313 quilômetros. Eles seguem à disposição do Poder Judiciário.

Ayla foi resgatada e passou por exames médicos que confirmaram que está bem. A criança está sob proteção institucional até a conclusão do processo de reencontro familiar.

Como a bebê desapareceu em Campo Grande

O boletim de ocorrência aponta que a bebê desapareceu na quinta-feira (7), em Campo Grande. A avó contou que a mãe, uma adolescente de 17 anos, conheceu uma mulher pela internet durante a gestação. A mulher prometeu fazer um ensaio fotográfico e depois cuidar de uma criança em troca de R$ 100.

A jovem e a irmã, de 13 anos, foram até a residência da mulher. Durante a madrugada, elas ficaram abandonadas sem a bebê, perto de uma área de mata nas imediações da UPA do Bairro Universitário.

A Polícia Civil, por meio da DEPCA, coordenou as buscas com apoio de forças policiais da fronteira. O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber. No sábado (8), o dono da casa usada para esconder a criança foi preso pela Garras. A mãe e a irmã dele negaram que ele tivesse envolvimento no sequestro.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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