Polícia Civil de MS rastreia celulares e prende sequestradores da bebê Ayla no Paraguai
Rastreamento de sinais telefônicos permitiu à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul localizar em Pedro Juan Caballero a bebê Ayla, sequestrada em Campo Grande.
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O rastreamento de sinais telefônicos foi o ponto de partida para a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul localizar, na madrugada deste domingo (9), a recém-nascida Ayla Emanuelly Pereira de Souza. A bebê, de 28 dias, estava em uma casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, junto com os suspeitos Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa.
Rastreamento partiu de Campo Grande e cruzou a fronteira
Os investigadores da Polícia Civil de MS acompanharam o deslocamento dos envolvidos de Campo Grande até Ponta Porã, a 313 quilômetros. Na sequência, identificaram a passagem deles pela fronteira com o Paraguai.
A partir desse ponto, o caso passou a contar com a cooperação das forças de segurança dos dois países, por meio do Comando Bipartido. O cruzamento dos dados permitiu avançar no rastreamento e localizar o imóvel em Pedro Juan Caballero onde a criança estava.
Ministério Público e Antissequestro apoiaram a investigação
De acordo com o relatório, os investigadores brasileiros solicitaram apoio ao Ministério Público do Paraguai para dar continuidade à análise dos sinais e informações telemáticas. O trabalho conseguiu apontar com precisão o endereço onde a criança era mantida.
Também houve apoio técnico do Departamento Antissequestro de Pessoas na obtenção de informações telemáticas complementares.
Bebê encontrada e suspeitos presos em flagrante
Com o endereço identificado, equipes da Divisão Regional da Direção-Geral de Investigação Criminal e da Fiscalía paraguaia realizaram um mandado de busca por volta de 1h15. No local, os policiais encontraram Ayla junto com os dois brasileiros, que foram presos em flagrante.
Durante a operação, foram apreendidos:
- Celulares — serão submetidos a perícia para análise de chamadas e geolocalização;
- Documentos — apreendidos no imóvel;
- Veículo Lifan — modelo LF7132L, que teria sido utilizado no transporte da criança pela fronteira.
A recém-nascida foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica. Segundo o relatório, ela não possuía registro civil, certidão de nascimento ou CPF no momento do resgate.
Desaparecimento de Ayla mobilizou alerta Amber
Ayla estava sendo procurada desde quinta-feira, quando foi vista pela última vez pela família. A ocorrência sobre o desaparecimento foi registrada na manhã de sexta-feira (7).
Desde o início das investigações, familiares foram ouvidos na DEPCA e equipes policiais realizaram diligências. Diferentes versões sobre as circunstâncias do desaparecimento surgiram ao longo da apuração, mas a Polícia Civil ainda não divulgou uma reconstrução completa da dinâmica do caso.
Segundo relato da mãe, uma adolescente de 17 anos, ela teria sido atraída até uma casa após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outro bebê. A jovem afirmou que foi ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levou Ayla. Conforme a sua versão, as duas teriam sido rendidas no imóvel e mantidas contra a vontade.
A recém-nascida também passou a ser procurada por meio do Alerta Amber Brasil. No sábado (8), um homem que não teve o nome divulgado foi preso pela equipe da Garras. O homem é proprietário da casa que teria sido emprestada a um conhecido para esconder a criança.
A mãe e a irmã dele, que estiveram na delegacia, afirmaram que ele não tem envolvimento com o sequestro de Ayla. Segundo elas, o homem conhece o suspeito, mas não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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