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Dona de casa reconhece suspeita de sequestro de bebê em abordagem anterior na UPA de Campo Grande

Mulher afirma que Suzilaine da Graça Costa tentou levar seus dois filhos há 20 dias antes do crime.

12/08/2026 às 15:17
3 min de leitura
Dona de casa com dois filhos que teriam sido abordados por sequestradora de bebê em Campo Grande
Dona de casa com os dois filhos que teriam sido abordados por sequestradora de bebê em Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

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Uma dona de casa de 26 anos, que prefere não se identificar, afirmou ter sido abordada pela mesma mulher suspeita de sequestrar uma bebê de 28 dias em Campo Grande. O caso ocorreu há cerca de 20 dias, em frente a uma unidade de saúde no Bairro Universitário. Segundo ela, a suspeita insistiu para que a acompanhasse até uma suposta casa próxima à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), com a justificativa de que teria roupas para doar.

Abordagem e recusa

A dona de casa contou ao Campo Grande News que estava com a filha de 3 anos e o filho de 8 anos quando foi abordada por Suzilaine da Graça Costa. Ela reconheceu a mulher após ver as notícias sobre a prisão pelo sequestro da recém-nascida em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A suspeita, do lado de fora da unidade de saúde, chamou a mulher várias vezes para oferecer roupas que, segundo dizia, haviam sido doadas.

“Ela me chamou várias vezes para eu ir buscar umas roupas. Eu falei que não, falei que não”, contou. Mesmo com as recusas, a mulher teria insistido e oferecido uma alternativa: “Se você quiser, eu ligo aqui para a minha amiga, ela vem pegar a gente aqui. Aí nós vamos lá e eu trago você de volta”, teria dito. A mãe desconfiou e recusou novamente, pois a filha estava doente, com febre alta, aguardando atendimento na unidade de saúde.

Tentativa de aproximação com o filho

A suspeita também teria tentado se aproximar do filho de 8 anos. Segundo o relato, ela segurou a mão do menino por duas ou três vezes e fez convites para que ele a acompanhasse. A mãe, no entanto, retirou a mão do filho e não permitiu a aproximação. “Do nada, ela já falava com ele: ‘Ah, vamos ali com a tia comprar isso, comprar aquilo’. Aí eu falei: ‘Não, não vai, não. Eu não gosto de ninguém segurar na mão dele’”, relatou.

A dona de casa percebeu a mulher conversando com outra mãe no local. A desconhecida teria interrompido a conversa e deixado o local após ser chamada pela outra mulher. A abordagem ocorreu na região da UPA Universitário.

  • Orientação ignorada: A dona de casa foi orientada a registrar a situação e tentar entrar na UPA com a suspeita para que as câmeras registrassem a presença das duas. A mulher se recusou a entrar.
  • Sem boletim de ocorrência: Na época, ela não registrou a ocorrência. Após reconhecer a suspeita nas notícias, tentou denunciar pela internet, mas não conseguiu concluir o procedimento.

Reconhecimento e alerta

O companheiro da dona de casa, presente na abordagem, também reconheceu Suzilaine por uma marca no rosto. “Quando eu vi a postagem, falei com o pai dos meus filhos: ‘Você está lembrado da mulher?’. Ele falou que lembrava. Então eu falei: ‘Essa dita mulher é a mesma mulher que pediu para ficar com minha filha’”, contou. Depois de saber do sequestro, a mãe passou a ter medo de sair de casa e de deixar os filhos sozinhos. Ela reforça o alerta para que pais tenham atenção com pessoas desconhecidas que tentam se aproximar das crianças.

O sequestro da bebê

Uma bebê de 28 dias foi separada da família no dia 7, em Campo Grande. A mãe da criança conheceu uma mulher pela internet durante a gestação. A mulher teria se aproximado com a promessa de um ensaio fotográfico e ofereceu R$ 100 para cuidar de outra criança. A mãe e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma casa no Bairro Universitário e foram amarradas, sendo deixadas em uma área de mata sem a bebê.

  • Resgate e prisão: Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa foram presos na madrugada de domingo em Pedro Juan Caballero, Paraguai. A bebê estava com o casal.
  • Estado da criança: A menina foi encaminhada ao Hospital Regional e está bem, sem sinais de maus-tratos, sendo alimentada com fórmula. Ela permanece sob cuidados do Conselho Tutelar.

A família registrou o desaparecimento, e a Polícia Civil iniciou as buscas com apoio de equipes especializadas da região de fronteira. O casal foi entregue à Polícia Federal. A Justiça analisa o caso para decidir sobre a guarda da criança.

Fonte: Campo Grande News

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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