Corregedoria da Polícia Civil oficializa afastamento de médico legista preso por fraudes em Nioaque
Afastamento do perito Robson Roosevelt Ferreira Aguilar foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (17).
Anuncie Aqui
Operação Auditus investiga esquema que teria causado prejuízo de R$ 4 milhões com fraudes em contratos médicos da Prefeitura de Nioaque.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil oficializou, nesta segunda-feira (17), o afastamento compulsório do perito médico-legista Robson Roosevelt Ferreira Aguilar. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e já havia sido anunciada pela Polícia Científica na semana passada, logo após a prisão do servidor.
Determinações da portaria de afastamento
A portaria determina que Robson fique afastado das funções enquanto durar a prisão. Além disso, a Corregedoria ordenou o recolhimento da arma, da carteira funcional e de outros bens públicos sob responsabilidade do servidor.
- Recolhimento de bens: arma, carteira funcional e outros itens públicos
- Suspensão de acessos: senhas e logins bloqueados nos sistemas Sigo e Infoseg
- Suspensão de férias: caso a medida ainda não tenha sido adotada
- Comunicação interna: notificação à Sejusp e à Polícia Civil
O afastamento tem efeito retroativo a 13 de agosto, data em que Robson foi preso preventivamente. Na publicação, o corregedor-geral, delegado Clever José Fante Esteves, cita a decisão judicial que decretou a prisão e informa que o resultado das investigações também será alvo de procedimento disciplinar.
Servidor público desde 2021
Robson é servidor estadual desde fevereiro de 2021, com carga horária de 40 horas semanais, e estava lotado na Unidade Regional de Perícia e Identificação de Jardim. Sua remuneração informada era de R$ 11.137,93. A Corregedoria já havia instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar administrativamente os fatos.
Operação Auditus investiga fraudes de R$ 4 milhões
O médico-legista foi preso na segunda fase da Operação Auditus, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A investigação apura supostas fraudes em contratos de serviços médicos mantidos pela Prefeitura de Nioaque.
- Esquema: direcionamento de contratações, pagamento por serviços não realizados e desvio de recursos públicos
- Falsificação: 83% dos exames e consultas pagos entre 2022 e 2025 teriam sido simulados
- Prejuízo estimado: aproximadamente R$ 4 milhões aos cofres públicos
- Aumento de gastos: 1.713% nos gastos com serviços médicos entre 2022 e 2025
Robson e Bianca Fernandes Leite Aguilar são proprietários da Prontomed Clínica Médica e, conforme a investigação, são apontados como financiadores do esquema. A empresa, atualmente chamada Policlínica Rota Bioceânica, em Jardim, também foi alvo das buscas.
A segunda fase da Auditus cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. No sábado (15), Robson passou por audiência de custódia em Campo Grande e permaneceu preso, já que a detenção foi por mandado de prisão preventiva, não cabendo à Vara de Custódia rever a ordem.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
Ver mais matérias
Comentários