Justiça de MS manda INSS aposentar trabalhadora que viveu 9 anos em Portugal
Mulher que trabalhou na zona rural brasileira e em Portugal conseguiu direito à aposentadoria híbrida após decisão da 2ª Vara Federal de Campo Grande.
Anuncie Aqui
A 2ª Vara Federal de Campo Grande determinou que o INSS conceda aposentadoria híbrida a uma trabalhadora que atuou no campo no Brasil e, posteriormente, em Portugal por nove anos. O órgão havia negado o pedido, mas a Justiça reconheceu o tempo de serviço rural e o período no exterior.
Trajetória de trabalho
A segurada começou a trabalhar na zona rural ainda adolescente, em 1972, ajudando os pais em uma propriedade em Francisco Beltrão (PR). Após se casar em 1975, continuou na atividade rural. Em 1983, mudou-se para o Amazonas, onde permaneceu no campo até 2000. Três anos depois, foi para Portugal, onde trabalhou e contribuiu para o sistema de Segurança Social português entre 2003 e 2012.
Documentos que comprovaram o período rural
Para reconhecer o trabalho no campo, a Justiça considerou:
- Depoimentos de testemunhas;
- Documentos da propriedade rural do pai;
- Registros de assentamento e atividade rural da família no Amazonas;
- Nota de crédito rural em nome da segurada.
Acordo Brasil-Portugal
A decisão também utilizou o acordo de Previdência Social entre os dois países, que permite somar períodos de contribuição para concessão de benefícios. O período em Portugal foi comprovado por extrato oficial da Segurança Social portuguesa, que registrou 1.844 dias de seguro. A Justiça fez ressalva: não considerou automaticamente todos os anos, apenas os dias efetivamente comprovados.
A trabalhadora, nascida em 10 de março de 1960, fez o pedido de aposentadoria em 9 de abril de 2021, aos 61 anos. Com o reconhecimento dos períodos, o benefício foi concedido.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
Ver mais matérias
Comentários