Fachin assume casos Master e INSS para conter crise no STF
Presidente do STF avalia retirar temporariamente André Mendonça da relatoria do Banco Master e das fraudes no INSS.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, estuda retirar de André Mendonça a condução das investigações do Banco Master e das fraudes no INSS. A ideia é assumir temporariamente os dois inquéritos para reduzir a crise interna na Corte.
Encontro de domingo definiu estratégia
Fachin convocou auxiliares na tarde de domingo, 6 de setembro, para tratar do confronto com Alexandre de Moraes e definir como dirigir o momento, descrito nos bastidores como inédito. O encontro serviu para desenhar o caminho e o tom da intervenção.
Objetivo é controlar ânimos, não premiar lado
Interlocutores do presidente dizem que o objetivo é controlar os ânimos dos dois polos, e não premiar um lado. Mesmo assim, a ala próxima a Moraes defende o afastamento temporário de Mendonça enquanto houver dúvida sobre os métodos usados na relatoria. Nesse grupo, a leitura é que manter o ministro à frente das provas pode gerar nulidade.
Relatorias em jogo desde fevereiro
Mendonça é relator do Master desde fevereiro, quando substituiu Dias Toffoli, e também comanda o inquérito das fraudes previdenciárias. As duas frentes atravessam o governo, a oposição e o próprio tribunal.
Moraes acusou colega de improbidade
Moraes acusou o colega de improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações ligadas ao banco de Daniel Vorcaro e ao INSS. Fachin já tirou o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news, relatado por Moraes, e concentrou essa peça num procedimento da Presidência.
Próximo passo é maior: puxar relatorias
Agora, o passo seguinte em análise é maior: puxar para si as próprias relatorias do Master e do INSS. A mudança plena da relatoria exigiria aval do plenário, porque o Regimento Interno não autoriza o presidente a avocar sozinho processo de outro ministro.
Cenários em estudo
Outra hipótese é Fachin ficar só com o trecho que cita Moraes e demais ministros, em procedimento separado. A decisão segue em estudo. O cálculo político é o de desarmar o conflito sem aprofundar o racha. O cálculo jurídico é o de preservar as apurações.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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