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Campo Grande tem a 6ª cesta básica mais cara do País mesmo com queda

Cesta de alimentos custou R$ 805,13 em agosto, aponta Dieese; capital fica atrás apenas de São Paulo, Cuiabá e outras três capitais.

10/09/2026 às 14:33
3 min de leitura
Tomate em setor de hortifrúti de supermercado em Campo Grande; item teve maior recuo entre as capitais em agosto
Tomate em setor de hortifrúti de supermercado; em Campo Grande, o item teve o maior recuo entre as capitais (Foto: Arquivo/Campo Grande News).

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Mesmo com recuo de 0,49% em agosto, Campo Grande mantém a sexta cesta básica mais cara entre as 27 capitais brasileiras. O conjunto de alimentos custou R$ 805,13 no mês, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgado nesta quinta-feira (10).

O valor só não superou os registrados em São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). São Paulo teve a cesta mais cara do país, a R$ 900,59, enquanto Aracaju (SE) apresentou o menor custo, de R$ 558,16. A diferença entre os extremos foi de R$ 342,43.

Acumulado do ano e impacto no orçamento

Apesar da queda mensal, a cesta básica acumula alta de 3,77% em Campo Grande desde o início de 2026. Na comparação com agosto do ano passado, o aumento chega a 4,73%. Para quem ganha salário mínimo, a compra dos alimentos básicos consumiu 53,70% do rendimento líquido em agosto.

Foram necessárias 109 horas e 16 minutos de trabalho para adquirir a cesta, tempo 10 horas e 39 minutos superior à média nacional, de 98 horas e 37 minutos.

Produtos que mais subiram e caíram

Dos 13 itens pesquisados na Capital, oito ficaram mais caros em agosto. A banana liderou a alta, com 9,03%, seguida pelo leite integral (7,42%) e pela carne bovina de primeira (4,81%). Também subiram:

  • Arroz agulhinha: 3,46%
  • Óleo de soja: 1,43%
  • Farinha de trigo: 1,40%
  • Manteiga: 1,08%
  • Açúcar cristal: 1,06%

As quedas mais expressivas foram no tomate (27,09%) e na batata (20,10%). O recuo do tomate em Campo Grande foi o maior entre todas as capitais. Também ficaram mais baratos:

  • Feijão-carioca: -5,09%
  • Café em pó: -1,63%
  • Pão francês: -0,44%

Comparação com agosto de 2025

Na base anual, a batata acumula alta de 39,42%, seguida pelo feijão-carioca (31,04%) e pela carne bovina (10,26%). Por outro lado, o açúcar cristal ficou 28,75% mais barato, o café em pó recuou 18,23% e o arroz apresentou redução de 9,50%.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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