Gaeco cumpre busca em boutique de luxo suspeita de lavar dinheiro de facção
Operação Luxúria conta com apoio do Gaeco-MS em Campo Grande; bloqueio de R$ 8,1 milhões é determinado.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) uma ação de apoio operacional em Campo Grande. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra empresas e pessoas físicas suspeitas de integrar uma rede de lavagem de dinheiro controlada por uma facção criminosa.
Ação em boutique de luxo na capital
Entre os alvos da operação está uma boutique de luxo localizada na Avenida Mato Grosso. O local recebeu os agentes por volta das 6h. Uma funcionária abriu a porta, e os três agentes permaneceram no local até as 9h. A proprietária, que não estava presente, é natural de Porto Alegre e vive em Mato Grosso do Sul desde a infância. Há 32 anos ela abriu a marca em Campo Grande.
A mobilização na capital sul-mato-grossense dá suporte à Operação Luxúria, encabeçada pelo Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS).
Esquema familiar de ocultação de patrimônio
As investigações, conduzidas originalmente pelas autoridades gaúchas, apontam que o esquema era altamente sofisticado. De acordo com o MPRS, sete investigados principais estão diretamente vinculados a um núcleo familiar e empresarial centralizado. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para movimentações patrimoniais e financeiras vultosas.
O objetivo era conferir aparência de legalidade a recursos bilionários obtidos por atividades ilícitas pesadas exercidas pela facção. Quebras de sigilo bancário e fiscal revelaram que o fluxo de dinheiro era totalmente incompatível com a renda declarada pelos suspeitos.
Bloqueio de R$ 8,1 milhões e próximos passos
Além dos mandados de busca e apreensão, a ofensiva obteve uma vitória financeira expressiva: a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 8,1 milhões em contas e bens dos investigados.
Com os materiais apreendidos em Campo Grande, o Ministério Público pretende aprofundar o rastreamento dos ativos financeiros ocultos. A análise de documentos, computadores e celulares deve ajudar a identificar novos integrantes, mapear o destino final dos recursos e consolidar as provas para o processo judicial.
- Mandados cumpridos: busca e apreensão em endereços comerciais e residenciais.
- Valor bloqueado: até R$ 8,1 milhões.
- Número de investigados: sete pessoas ligadas a núcleo familiar.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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