Suspeita de retaliação a policiais leva operação a Campo Grande
Operação Veredicto cumpre mandados em quatro estados contra grupo que planejava atacar agentes de segurança após morte de jovem.
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Operação contra retaliação a policiais
A Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Roraima (FICCO/RR), deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Veredicto, dentro da Operação Força Integrada IV. A ação mira suspeitos de levantar informações e planejar retaliações contra agentes de segurança pública. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Boa Vista, Caracaraí (RR), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS).
Morte de jovem em 2024 motivou ameaças
Segundo a PF, a investigação começou em 2024, após autoridades identificarem ameaças e indícios de articulação de integrantes de uma organização criminosa contra agentes de segurança em Roraima. O movimento teria iniciado depois da morte de Carlos Eduardo Viana Fernandes, de 21 anos, durante uma ação policial em junho de 2024, no bairro Asa Branca, em Boa Vista.
Conforme a apuração, após o incidente, membros da facção passaram a monitorar viaturas, levantar rotinas e fazer ameaças a policiais como forma de retaliação. Documentos atribuídos a investigados já presos também mencionavam possíveis alvos e divisão de tarefas.
Justiça condena União por morte
O caso que antecedeu as ameaças também teve desdobramento judicial. Em agosto de 2025, a Justiça Federal em Roraima condenou a União ao pagamento de indenizações e pensão à família de Carlos Eduardo. O juiz Diego Carmo de Sousa, da 2ª Vara Federal Cível, entendeu que houve responsabilidade do Estado pela morte, ocorrida após disparo de agente público sem comprovação de ameaça real no momento.
A sentença determinou as seguintes indenizações:
- Mãe da vítima: R$ 100 mil
- Filho da vítima (3 anos): R$ 100 mil
- Três irmãos: R$ 50 mil cada
- Pensão mensal ao filho: equivalente a dois terços do salário mínimo, desde a morte do pai até os 25 anos ou constituição de família
A decisão considerou que a fuga de Carlos Eduardo caracterizava culpa concorrente, influenciando o valor das indenizações. A União recorreu da sentença. A família também aguarda a apuração criminal do episódio.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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