Trump afirma que Brasil falhou no combate ao PCC e Comando Vermelho
Governo dos EUA afirma que Brasil falhou no combate ao PCC e ao CV em relatório ao Congresso.
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O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (16) que o Brasil falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). O texto, enviado na terça (15) ao Congresso americano, pede que o governo Lula adote com urgência medidas enérgicas contra os dois grupos.
EUA cobram ação urgente do Brasil contra facções
Segundo o Departamento de Estado, PCC e CV transformaram o Brasil em centro do fluxo global de cocaína. As facções foram incluídas recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas. O relatório diz que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental tomam medidas corajosas contra cartéis, o Brasil não enfrenta as duas organizações. Classifica-as como ameaça crescente à paz e à segurança no mundo e cobra ação firme antes que se espalhem.
Seletividade e bastidores diplomáticos
Diplomatas brasileiros, segundo apuração de bastidor, veem no documento o viés da política externa de Trump para a América Latina e apontam seletividade. O mesmo relatório faz acenos a governos recém-eleitos na região que também foram citados por falhas no combate às drogas, mas estão alinhados a Washington. O balanço anual descreve o tráfico no mundo.
Brasil fica de fora da lista de rotas de drogas
O Brasil não entra na lista de países classificados como rota ou produtor. Nela aparecem, entre outros, Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Mianmar, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.
Trump cita falhas de México, Canadá e China
Trump afirma que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também deixaram de cumprir obrigações internacionais contra o narcotráfico no último ano. Cobra mais esforço do México contra grupos que controlam território e do Canadá contra laboratórios clandestinos. Sobre a China, diz que, apesar da conversa com Xi Jinping sobre o fentanil, Pequim precisa reduzir o envio de substâncias usadas na fabricação da droga.
Oportunidades históricas na América do Sul
O presidente americano ainda cita mudanças de governo na América do Sul como “oportunidades históricas” de cooperação. Venezuela, Bolívia e Colômbia aparecem como exemplos de avanço, embora o texto cobre novas medidas.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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