Receita e PF apreendem 15 toneladas de solvente para cocaína em Corumbá
Carga de acetato de etila, usada no refino da cocaína, foi interceptada na fronteira de Mato Grosso do Sul neste domingo.
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Em uma ação integrada de combate ao narcotráfico transnacional, a Receita Federal e a Polícia Federal apreenderam, na manhã deste domingo (20), cerca de 15 toneladas de acetato de etila em Corumbá, Mato Grosso do Sul. O produto químico, conhecido no crime como “solvente nobre”, é essencial para transformar cocaína base em cloridrato de alta pureza.
Abordagem conjunta na fronteira
A interceptação ocorreu por volta das 8h30, em uma área de fronteira. As equipes do Grupo Regional de Vigilância e Repressão (GRVR) da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, da CGPRE/SADIP da Polícia Federal e da Delegacia da PF em Corumbá atuaram em conjunto durante a fiscalização.
Os agentes desconfiaram da carga após identificar divergências graves entre o que era transportado e o que estava declarado na nota fiscal. O produto declarado não correspondia à especificação real, o que motivou a retenção imediata.
Material suficiente para 30 toneladas de cocaína
De acordo com estimativas das autoridades, a quantidade apreendida seria suficiente para refinar aproximadamente 30 toneladas de cloridrato de cocaína. A proporção média é de um litro de acetato de etila para a produção de dois quilos de entorpecente pronto para consumo.
O volume surpreende pelo impacto direto na cadeia do tráfico. A ação atingiu a logística do crime organizado, impedindo que o insumo chegasse a laboratórios de refino em solo brasileiro.
Carga e motorista encaminhados à Polícia Federal
Após a ação, a carreta e o motorista foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Corumbá. Lá, serão realizados os procedimentos de polícia judiciária e a apuração das responsabilidades criminais.
O cerco na fronteira tem se intensificado, e as instituições destacam que a fiscalização rigorosa tem provocado tentativas recorrentes de circulação irregular de insumos por parte das organizações criminosas. O controle de substâncias químicas é uma das principais ferramentas do Estado para desarticular a produção de drogas.
Combate à origem da droga
Além de gerar prejuízo financeiro imediato ao crime, ações baseadas em inteligência atacam diretamente a logística e a origem da cadeia do narcotráfico. A desarticulação da estrutura acontece antes mesmo que a droga chegue aos grandes centros urbanos.
As investigações sobre as circunstâncias e eventuais ramificações do crime seguem sob análise das autoridades competentes. A expectativa é de que novos desdobramentos possam surgir nos próximos dias.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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