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ESTADO

Influenciadores são alvo da Operação Perfume de Mulher por contrabando

Operação da Receita Federal e do MPF contra contrabando de perfumes cumpre 16 mandados em Campo Grande e investiga influenciadores.

23/09/2026 às 07:08
3 min de leitura
Operação Perfume de Mulher cumpre mandados contra distribuidora de cosméticos em Campo Grande
Influenciadora durante publi de atacado de cosméticos e perfumes (Foto: Instagram/Reprodução)

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A Receita Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagraram, nesta terça-feira (22), a Operação Perfume de Mulher. O alvo é a Top Distribuidora, suspeita de movimentar mais de R$ 300 milhões com a venda ilegal de cosméticos importados. A empresa utilizava influenciadores digitais para atrair compradores de todo o país.

Esquema com influenciadores e venda nacional

Investigações apontam que a distribuidora contratava perfis de diferentes portes para divulgar o estoque. Uma das parcerias era com uma influenciadora de 1,6 milhão de seguidores. Em uma das publicações, ela apresenta a Top Distribuidora como “o maior galpão de maquiagens em Campo Grande” e afirma que o local vendia produtos no atacado e no varejo.

Os anúncios eram direcionados a lojistas, revendedores e microempreendedores. As mercadorias eram vendidas por aplicativos de mensagem e enviadas pelos Correios.

R$ 300 milhões e lavagem de dinheiro

A investigação aponta que os perfumes, em sua maioria de marcas árabes, entravam no Brasil pelo Paraguai e passavam por Ponta Porã. A estrutura logística da organização incluía:

  • Depósitos em Campo Grande, São Paulo e Pernambuco;
  • Vendas on-line com pagamento via pix e cartão;
  • Uso de “laranjas” e empresas de fachada para dar aparência legal às operações.

As autoridades suspeitam de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de criptoativos em negociações com fornecedores estrangeiros. Notas fiscais falsas e declarações inidôneas também eram usadas.

Mandados e prisão em Foz do Iguaçu

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Campo Grande. A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados. Um homem apontado como líder da organização foi preso em Foz do Iguaçu, no Paraná.

No imóvel citado como endereço da distribuidora, os agentes apreenderam veículos, celulares, documentos e produtos importados sem comprovação de origem. O local não possui fachada comercial e funcionava de forma oculta em um galpão na capital sul-mato-grossense.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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