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ESTADO

Atrativos de Bonito querem vender passeios sem agência obrigatória

Associação defende que turista possa comprar ingresso direto no atrativo, mantendo voucher e controle de visitantes.

28/09/2026 às 08:50
3 min de leitura
Advogado da associação de atrativos turísticos de Bonito defende venda direta de passeios sem agência obrigatória
Luís Guilherme Flores de Figueiredo, advogado da associação dos atrativos turísticos de Bonito, defende a venda direta de passeios sem abrir mão do voucher e do controle de visitantes. (Arquivo pessoal)

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O turista chega a um atrativo em Bonito, escolhe o passeio e encontra vaga, mas não consegue comprar o ingresso no local: precisa passar por uma agência de turismo. Essa obrigatoriedade, e não o voucher que controla a visitação, é o que a Associação dos Atrativos Turísticos de Bonito e Região (ATRATUR) quer mudar.

Proposta de venda direta

Em artigo, o advogado da entidade, Luís Guilherme Flores de Figueiredo, sustenta que os atrativos devem poder vender seus próprios passeios e emitir o voucher pelo sistema municipal. As agências continuariam oferecendo reservas, roteiros e atendimento aos visitantes. O limite de pessoas em cada passeio permaneceria, assim como cadastro, fiscalização e cobrança de impostos.

Argumento jurídico

Figueiredo cita a Lei Geral do Turismo, que admite a oferta, reserva e venda direta ao público por fornecedores de serviços turísticos. Para o advogado, o controle do voucher não depende de uma agência participar de cada venda: “O limite diário de visitantes nunca esteve nas mãos de quem vende, e sim de quem emite”.

Impacto para o consumidor

Segundo o advogado, a remuneração da intermediação já está inclusa no preço dos passeios. Quem compra uma única visita acaba pagando por um serviço que não usa – ao contrário de quem contrata uma agência para organizar vários dias de viagem. O artigo não estima quanto os preços poderiam cair com a venda direta.

Exemplo de Jardim

Figueiredo cita uma alteração na legislação de Jardim (MS) que, segundo ele, passou a permitir a comercialização pelo próprio atrativo por meio do sistema da Prefeitura, mantendo as agências como opção. Para Bonito, a proposta é semelhante: preservar o voucher e abrir mais um canal de venda.

O debate levanta uma pergunta: se a vaga, o registro do visitante e a fiscalização continuam sob controle público, por que a compra precisa passar obrigatoriamente por uma agência? A resposta interessa aos atrativos, às agências e a quem paga a conta do passeio.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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