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ESTADO

Quadrilha causa prejuízo de R$ 60 mil com golpe da falsa renda extra

DERCC deflagra operação contra quadrilha que aplicou golpe de falsa renda extra e causou prejuízo de R$ 60 mil.

29/09/2026 às 11:06
3 min de leitura
Operação Cashback combate quadrilha que causou prejuízo de R$ 60 mil com golpe da falsa renda extra
Viatura da DERCC de Mato Grosso do Sul durante cumprimento de mandados (Foto: Divulgação)

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A DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos) de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Cashback para cumprir 10 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Mandados cumpridos em três estados

As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo (SP), Anápolis (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO). As investigações começaram após uma vítima em Mato Grosso do Sul relatar um prejuízo superior a R$ 60 mil.

Como funcionava o golpe da falsa renda extra

O golpe consistia em promessas de renda extra pela suposta validação de produtos digitais em uma plataforma na internet. Para atrair a vítima, os criminosos simulavam o pagamento de comissões nos primeiros depósitos, conhecido como “cashback”.

Depois, passaram a exigir novas transferências com a desculpa de “recarga na plataforma” ou “taxa de liberação”. Após realizar mais de 20 transações, a vítima percebeu que havia sido enganada e procurou a polícia.

Recursos usados pelo grupo

Segundo a investigação da DERCC, o grupo usava recursos tecnológicos avançados para dificultar o rastreio, incluindo:

  • Criptomoedas para movimentar valores;
  • Empresas de fachada para dar aparência legal;
  • Sites próprios para simular a plataforma;
  • Aplicativos de mensagens criptografadas para comunicação.

Suspeitos podem pegar até 21 anos de prisão

Com a identificação dos 10 suspeitos, a polícia apreendeu celulares e dispositivos móveis nos endereços-alvo da operação. Os investigados vão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

Se condenados, as penas somadas podem variar de 8 a 21 anos de reclusão. A operação recebe o nome de “Cashback” em razão da prática usada pelo grupo.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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