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ESTADO

Denúncia ao MPF relata ação policial e restrições a protestos na UEMS

Sindicato de docentes denuncia ao MPF presença da PM em assembleia e restrições a debates na UEMS.

15/10/2026 às 09:34
3 min de leitura
Imagem de policiais militares e vereador na UEMS ilustra denúncia ao MPF sobre ação e restrições em assembleia.
Ao lado de policiais militares, o vereador Sindoley Morais (PL), de camiseta verde, conversa com a gerente da unidade da UEMS em Paranaíba (Foto: Direto das Ruas)

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O Sindicato Nacional dos Docentes (Andes-SN) protocolou no Ministério Público Federal uma representação contra a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) por suposta intimidação policial e restrições a debates.

Assembleia estudantil com presença de PM

De acordo com a denúncia, policiais militares entraram no espaço universitário para impedir uma assembleia de estudantes. A universidade afirmou que a Reitoria não solicitou a presença dos agentes nem foi avisada previamente.

Restrições eleitorais questionadas

O sindicato também criticou as limitações impostas pela UEMS às manifestações, considerando uma interpretação restritiva da legislação eleitoral para estabelecer limitações absolutas à discussão no ambiente acadêmico. A entidade pede esclarecimentos sobre como as instituições têm garantido a liberdade de debate diante dessas restrições.

Providências do MPF

O procurador da República Julio José Araujo Junior assinou despacho que registra a denúncia, mas não apresenta conclusão sobre a atuação policial em Mato Grosso do Sul. As medidas imediatas foram dirigidas às instituições federais do Rio de Janeiro. O MPF determinou que as instituições informem:

  • Medidas preventivas: ações adotadas para prevenir intimidações e proteger a comunidade acadêmica.
  • Apuração de ataques: como apuram possíveis ataques e se órgãos de segurança foram acionados.
  • Autorização de entrada: se autorizam a entrada de agentes de segurança sem comunicação prévia.
  • Cancelamento de atividades: se houve cancelamento de assembleias ou esvaziamento de atividades por medo de represálias.

O procurador destacou o risco do “efeito inibidor”, em que pessoas deixam de participar por medo de agressões ou punições. Diante da possibilidade de alcance nacional, o caso foi encaminhado à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC). Não foi determinado, no entanto, o envio de pedido de informação à UEMS ou a abertura de investigação específica no estado.

Resposta da UEMS

Em nota, a UEMS afirmou que a Reitoria não solicitou a presença da PM durante reuniões da comunidade acadêmica nas unidades de Paranaíba e Campo Grande. A gestão disse que estava apurando os fatos por meio de relatórios e boletins de ocorrência e que adotaria as providências judiciais cabíveis. Sobre as regras eleitorais, a universidade declarou que segue o Manual de Condutas Eleitorais da Procuradoria-Geral do Estado e a legislação, mas não detalhou quais atividades foram restringidas nem respondeu especificamente às críticas do sindicato. A UEMS também citou a aprovação da paridade institucional como medida de fortalecimento da democracia interna.

A universidade reafirmou o compromisso com a paz, a democracia e a valorização dos debates, definindo-se como ambiente plural.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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