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ESPORTES

STJD nega liminar a Tifanny; atleta busca Justiça comum para Supercopa e Superliga

A ponteira Tifanny Abreu teve liminar negada pelo STJD e recorre à Justiça comum para atuar na Supercopa e na Superliga.

16/10/2026 às 13:32
3 min de leitura
Tifanny Abreu recorre à Justiça comum após STJD negar liminar para jogar Supercopa e Superliga de vôlei
Atleta Tifanny, do Osasco São Cristovão Saúde (Foto: Carol Oliveira/ Osasco Voleibol Clube)

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A ponteira Tifanny Abreu, do Osasco, sofreu mais uma derrota nos tribunais esportivos. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou o pedido de liminar que permitiria sua participação na Supercopa, nesta sexta-feira (16), e na Superliga, que começa neste sábado (17).

Recurso à Justiça comum

Diante da negativa do STJD, os advogados da atleta e do clube decidiram ingressar com um novo pedido de liminar na Justiça comum. A medida busca assegurar a atuação de Tifanny nas competições nacionais enquanto o caso não é julgado em definitivo.

Nova política da CBV sobre elegibilidade

O impasse começou quando a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) adotou uma nova política de elegibilidade que restringe a participação em torneios femininos a atletas com sexo biológico feminino. A CBV afirma que a medida está alinhada com os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

Nesta semana, a CBV deferiu as inscrições das demais atletas do Osasco, mas a de Tifanny permaneceu pendente. A jogadora, no entanto, conquistou o Campeonato Paulista com o clube, única competição que teve liberação para atuar.

Antecedente: liminar no STF e veto em Londrina

Em fevereiro, parlamentares de Londrina aprovaram, com urgência, um requerimento para vetar a participação de Tifanny em uma partida da Copa Brasil de Vôlei na cidade. O texto, proposto por Jéssica Ramos Moreno (PP), pedia que a Prefeitura impedisse o jogo entre Sesc-RJ/Flamengo e Osasco e aplicasse multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Na ocasião, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar a Tifanny, argumentando que a lei municipal poderia contrariar precedentes da Corte que garantem proteção a pessoas trans e reconhecem a autonomia das entidades esportivas para definir regras.

Supercopa em jogo

Enquanto a batalha judicial se desenrola, Praia Clube e Osasco se enfrentam nesta sexta-feira (16) pela Supercopa, no Ginásio Castelinho, em São Luís, a partir das 21h. Tifanny segue fora da partida até que haja decisão favorável na Justiça comum.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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