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POLICIA

Operação Cesura isola líder de facção que comandava crime pela prisão em MS

Operação conjunta corta comunicação clandestina de chefe de facção preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

29/10/2026 às 11:37
3 min de leitura
Operação Cesura corta comunicação clandestina de líder de facção preso na Penitenciária Federal de Campo Grande
Viatura do Gaeco.(Foto:Divulgação/Gaeco)

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e o GAECO Nacional do Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta quinta-feira, 29 de outubro, a Operação Cesura. O objetivo é desarticular o canal de comunicação clandestino usado por uma das principais lideranças de uma facção criminosa de alcance nacional, que cumpre pena isolada na Penitenciária Federal de Campo Grande.

O detento usava os próprios sobrinhos para enviar ordens e manter contato com integrantes da cúpula do grupo que estão em liberdade. As equipes cumprem um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária e dois de busca e apreensão.

Preso seguia no comando da facção mesmo isolado na prisão federal

A ordem de prisão preventiva é cumprida na própria Penitenciária Federal de Campo Grande, onde o investigado principal já está isolado e permanecerá custodiado. As demais ordens judiciais, expedidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, são cumpridas nas cidades do Rio de Janeiro e de Belford Roxo, no estado fluminense.

O cerco policial começou a se fechar a partir de provas compartilhadas pelo GAECO do MPF no Rio de Janeiro, colhidas originalmente na Operação Red Fox — investigação que combate o tráfico internacional de drogas e de armas de grosso calibre pela fronteira norte do Brasil.

Sobrinhos atuavam como mensageiros entre o preso e a cúpula da facção

Ao analisar os dados telemáticos de um dos chefes da facção que está foragido, os investigadores descobriram que dois familiares do líder preso em Mato Grosso do Sul atuavam ativamente como “mensageiros” do crime. As apurações apontam que um dos sobrinhos visitava com frequência o detento em Campo Grande logo depois de se reunir com a liderança foragida no Rio de Janeiro.

As mensagens interceptadas deixam claro que os integrantes da organização criminosa na rua ainda reconhecem o custodiado no presídio federal como o líder legítimo do grupo.

Investigado com cargo público acumulou patrimônio incompatível

Outro fato que chamou a atenção da polícia é que um dos investigados ocupa cargo comissionado em uma câmara municipal na Baixada Fluminense. Nos últimos dois anos, ele acumulou patrimônio considerado incompatível com a renda oficial declarada.

A FICCO/MS, responsável pela operação no estado, reforça o impacto do trabalho integrado entre as forças de segurança. A estrutura de combate ao crime é composta por:

  • Polícia Federal
  • Polícia Militar de MS
  • Polícia Penal Estadual (AGEPEN)
  • Polícia Civil
  • Polícia Penal Federal
  • Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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