Ministério da Justiça reclassifica Record Kids de livre para 12 anos
Ministério da Justiça reclassificou o programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, da Record, de livre para 12 anos. Exibição segue aos domingos.
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O Ministério da Justiça reclassificou o programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, da Record, de livre para não recomendado para menores de 12 anos. A mudança está na Portaria CGPCIND/DSPRAD/SEDIGI nº 2.272, de 28 de outubro de 2026.
A portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro. O documento é assinado por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa.
O que muda na classificação
A atração reúne animações inspiradas em narrativas bíblicas, incluindo passagens da vida de Jesus Cristo. Estreou em 2003 e é exibida nas manhãs de domingo, geralmente das 9h às 10h30. A direção é atribuída a Richard Rich, com ano de referência de 2007 nos registros oficiais.
A Record havia pedido a manutenção da faixa livre. Após análise, o órgão definiu a faixa de 12 anos com base em quatro descritores:
- Atos criminosos
- Drogas lícitas
- Violência
- Estigma ou preconceito
O documento oficial não detalha episódios ou cenas específicas que fundamentaram cada descritor.
Recomendação de horário e reação
Com a nova classificação, a recomendação para transmissão na TV aberta passa a ser a partir das 20h. O programa continua na grade dominical matinal da Record.
A classificação indicativa é regulada pela Portaria MJSP nº 1.048, de 15 de outubro de 2025. Ela tem caráter informativo, orienta pais e responsáveis e não proíbe a exibição nem tira o conteúdo do ar. A decisão considera a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e as normas do sistema de classificação.
A portaria foi publicada três dias após o segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026, em que Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito.
Parlamentares criticam mudança
A reclassificação gerou reação de parlamentares da oposição. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) anunciou projeto de decreto legislativo para sustar a portaria e um requerimento de informações.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara e integrante da Frente Parlamentar Evangélica, criticou a medida publicamente. Outros parlamentares também se manifestaram sobre a mudança.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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