Extremistas migram para plataformas menores após restrição do Discord
Investigação aponta que grupos criminosos buscam serviços com menos fiscalização após suspensão de recurso do Discord.
Anuncie Aqui
Grupos extremistas suspeitos de envolvimento em crimes virtuais estão migrando para plataformas de comunicação menores e com menos mecanismos de fiscalização após as restrições impostas ao Discord no Brasil. A movimentação busca dificultar o monitoramento das autoridades e permitir a continuidade das atividades criminosas, conforme reportagem do jornal O Globo desta terça-feira (3).
Operação Lívia investiga morte de adolescente em MS
O caso motivou a Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A ação foi desencadeada após a morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida em Naviraí, em consequência de ameaças de um grupo usuário do Discord.
Restrições do Discord e suspensão do Go Live
A mudança ocorre depois que a ANPD determinou, em agosto, a suspensão das transmissões ao vivo do Discord. A medida foi adotada diante de falhas identificadas na proteção de crianças e adolescentes, especialmente em ambientes usados para violência, assédio e incentivo à automutilação e ao suicídio.
- Recurso suspenso: Go Live, utilizado para transmissões ao vivo em servidores fechados.
- Motivo: Falhas na prevenção e identificação de conteúdos que colocam menores em risco.
- Status: A plataforma não foi bloqueada, mas o recurso permanece suspenso.
Migração para plataformas menores
Segundo a reportagem, investigadores identificaram que grupos envolvidos nessas práticas passaram a procurar serviços menos conhecidos, nos quais a fiscalização e a identificação dos participantes podem ser mais difíceis. A migração representa um novo desafio para as autoridades responsáveis pelo combate aos crimes digitais.
Ação judicial e multas previstas
Em agosto, o governo federal apresentou uma ação judicial para exigir que o Discord adotasse mecanismos mais eficazes de proteção aos usuários, especialmente crianças e adolescentes. A ação inclui pedido de indenização por dano moral coletivo de R$ 500 milhões.
A ANPD informou que o processo de fiscalização pode resultar em novas medidas corretivas e sanções, incluindo multas de até R$ 50 milhões por infração, conforme previsto no ECA Digital.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
Ver mais matérias
Comentários