Vereadora do MBL quer afastar petista preso por suposta ligação ao PCC
Vereadora do MBL lança abaixo-assinado para afastar Senival Moura (PT), preso por suposta ligação com o PCC.
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Abaixo-assinado pede afastamento e cassação do mandato
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), lançou um abaixo-assinado para pedir o afastamento de Senival Moura (PT) da Câmara Municipal de São Paulo.
Moura foi preso preventivamente na Operação Última Parada. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O esquema teria usado a empresa de ônibus Transunião, uma das concessionárias que operam na capital paulista.
Além da petição, Vettorazzo protocolou um requerimento formal pedindo a cassação do mandato do petista. O documento também pede o afastamento cautelar dos cargos ocupados por ele na Mesa Diretora. Moura é primeiro-secretário e presidente da Comissão de Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Atividade Econômica.
Senival Moura está no sexto mandato na Casa e foi detido na manhã da última quarta-feira.
Segunda prisão do vereador no mesmo processo
Esta é a segunda prisão de Moura na mesma investigação. A primeira ocorreu em 25 de junho, durante uma operação conjunta do Deic e do Ministério Público de São Paulo.
Em 5 de agosto, ele foi solto por decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. A nova prisão aconteceu depois do envio do relatório final da investigação à Justiça.
As investigações apontam que Moura seria o “dono oculto” da Transunião e atuaria na lavagem de recursos para o PCC. Polícia Civil e Ministério Público pediram a prisão preventiva dos cinco alvos iniciais. Também pediram a inclusão de outros dois nomes.
Defesa nega envolvimento com organização criminosa
A defesa do vereador nega qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro. O advogado Marcio Sayeg afirma que o pedido de prisão não apresenta fundamentação concreta suficiente.
Segundo Sayeg, a prisão preventiva não pode funcionar como antecipação de pena nem ser decretada automaticamente por causa da gravidade das acusações. Em nota, a defesa diz que Moura mantém sua declaração de inocência e confia que a verdade será esclarecida no processo.
Investigação aponta “dono oculto” e bloqueio de R$ 194 milhões
Na primeira prisão, em junho, as autoridades já apontavam Moura como o “dono oculto” da Transunião. Relatórios do Deic identificaram um núcleo paralelo. O grupo tomava decisões sobre a empresa de transporte público para lavar dinheiro do PCC.
A Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens dos investigados. Foram atingidos:
- R$ 194 milhões em contas bancárias;
- 117 veículos;
- 21 imóveis, entre eles um sítio de alto padrão no sul de Minas Gerais;
- 3 embarcações.
A investigação sobre o envolvimento do PCC na concessionária começou após a morte de Adauto Jorge. Ele era ex-diretor financeiro da Transunião e morreu em 2025. Segundo as apurações, o esquema teria movimentado mais de R$ 300 milhões no sistema de transportes de São Paulo.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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