Operação Ifrit mira grupo que movimentou R$ 500 milhões em 2 anos
Operação Ifrit cumpre 76 mandados contra organização suspeita de movimentar R$ 500 milhões com tráfico internacional de drogas e armas.
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A organização criminosa investigada pela Operação Ifrit, deflagrada na manhã desta terça-feira, movimentou pelo menos R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos. O esquema envolvia tráfico internacional de drogas e armas, conforme a Receita Federal, que conduz a ação em parceria com a Polícia Federal.
Segundo a investigação, o grupo usava empresas de fachada e negócios simulados para esconder a origem do dinheiro. Estão sendo cumpridos 76 mandados de busca e apreensão em sete estados, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
Empresas de fachada escondiam R$ 500 milhões na Operação Ifrit
As movimentações financeiras identificadas passaram de R$ 500 milhões em dois anos. Os valores circularam por contas de investigados, empresas de fachada e operações comerciais fictícias, dificultando o rastreamento.
A Receita Federal aponta indícios de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso de terceiros para movimentar os valores. As suspeitas surgiram a partir de análises fiscais, bancárias e patrimoniais, além de interceptações autorizadas pela Justiça.
Núcleo familiar comandava esquema
A organização era comandada por um núcleo familiar formado por três irmãos, seus filhos e outros parentes. A estrutura também contava com operadores financeiros, responsáveis pelo transporte de mercadorias ilegais, e integrantes encarregados da segurança armada.
Para a ação, foram mobilizados 450 policiais federais, 22 auditores-fiscais e sete analistas tributários da Receita Federal.
Empresário de Ponta Porã é alvo
Um dos alvos da operação é o empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã. Ele consta como sócio-administrador da Adel Hassan Haidar Ltda., que usa o nome fantasia Residencial Nossa Senhora e atua no setor de hospedagem.
Até o momento, a participação específica do empresário na organização não foi detalhada nas informações divulgadas.
Drogas e armas vinham da Bolívia, Paraguai e Peru
As drogas e os armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru. As cargas entravam no Brasil pela faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul e seguiam para municípios do Estado, além de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Parte dos entorpecentes também era destinada ao mercado europeu, principalmente Espanha e Portugal. A organização usava o território brasileiro como ponto de armazenamento, transporte e envio das cargas.
A estrutura investigada atua desde pelo menos 2018, com ramificações em diferentes estados e no exterior.
Poder bélico e agentes públicos
As investigações identificaram indícios de vínculos com facções criminosas e de colaboração de agentes públicos, que teriam fornecido informações estratégicas e apoio às atividades ilegais.
O grupo também utilizava armamentos pesados, drones, equipamentos de comunicação, veículos blindados e mantinha QGs para abrigar integrantes armados. Ao longo da apuração, houve apreensões de drogas, armas e munições relacionadas ao grupo em diferentes estados.
76 mandados em sete estados
Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em:
- Mato Grosso do Sul
- Mato Grosso
- São Paulo
- Paraná
- Rondônia
- Goiás
- Santa Catarina
A operação é resultado de uma investigação que reuniu quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, análises patrimoniais, interceptações e diligências de campo.
Além de interromper as atividades do grupo, a ação busca identificar e responsabilizar os envolvidos e apreender bens e valores de origem criminosa. Os alvos são suspeitos de participação em organização criminosa, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes correlatos.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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