Lei que regulamenta a ozonioterapia no Brasil é sancionada
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Presidente Lula sanciona lei que autoriza ozonioterapia no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma nova lei nesta semana, permitindo a realização da ozonioterapia em todo o país. Entretanto, a ozonioterapia é considerada um procedimento complementar e não um tratamento único, sendo necessário informar essa distinção aos pacientes.
Resumo da notícia:
- Presidente Lula sanciona nova lei autorizando a ozonioterapia no Brasil;
- A realização da ozonioterapia será restrita a profissionais da saúde com nível superior e registro em conselhos profissionais;
- Uso de equipamentos regulamentados pela Anvisa é obrigatório para a realização da técnica;
- A lei foi alvo de controvérsia, pois algumas entidades médicas questionam sua eficácia comprovada cientificamente;
- A ozonioterapia envolve a aplicação de uma mistura gasosa de ozônio e oxigênio nos pacientes, com opiniões divergentes sobre seus benefícios.
De acordo com a nova lei, a ozonioterapia só poderá ser realizada por profissionais da saúde com formação de nível superior e registro em conselhos profissionais, conforme informado pela Agência Brasil. Além disso, é obrigatório o uso de equipamentos regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O projeto original, de autoria do ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO), inicialmente previa que apenas médicos poderiam realizar esse tipo de terapia. No entanto, a Câmara dos Deputados modificou o projeto para permitir que outros profissionais da saúde, como farmacêuticos, também pudessem administrar a ozonioterapia.
Após a aprovação da lei, a Academia Nacional de Medicina (ANM) publicou uma carta aberta ao presidente Lula, pedindo veto ao projeto. A ANM destacou a falta de evidências científicas que comprovem a eficácia da terapia e alertou para possíveis riscos à saúde.
A ozonioterapia consiste na aplicação de uma mistura gasosa de ozônio e oxigênio nos pacientes. Alguns especialistas defendem seu uso para melhorar a oxigenação dos tecidos e fortalecer o sistema imunológico. A Anvisa classifica o ozônio como um gás com poder oxidante e bactericida, recomendando seu uso apenas em procedimentos odontológicos e estéticos.
Porém, a eficácia da técnica é controversa. Algumas entidades questionam sua eficácia comprovada cientificamente e se opõem à sua liberação. A ozonioterapia já foi considerada como possível tratamento para Covid-19, mas sem embasamento científico. Em 2018, o Conselho Federal de Medicina (CFM) a definiu como prática experimental.
A Associação Médica Brasileira (AMB) também se opôs à autorização da técnica, argumentando que ela deveria permanecer como tratamento experimental até que evidências científicas confiáveis pudessem alterar essa classificação.
A Anvisa, após a sanção da lei 14.648/2023, reforçou que, até o momento, os equipamentos aprovados por ela somente têm indicações específicas e que o uso da ozonioterapia em outras situações carece de comprovação científica. A Agência ressaltou que novas indicações poderão ser aprovadas caso as empresas responsáveis apresentem estudos que comprovem a eficácia e segurança da técnica.
Fonte: Olhar Digital
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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