O clima de Carnaval já tomou conta da Câmara dos Deputados, mesmo antes do início oficial das festividades. O salão verde está esvaziado, com muitos parlamentares já em seus estados de origem, após a liberação do registro de presença pela manhã. Hugo Motta, que havia prometido sessões presenciais, cedeu e permitiu que os deputados participassem remotamente, antecipando o feriado. A sessão desta quarta-feira, ainda que semipresencial, analisou 11 matérias, mas sem votações de grande relevância. A expectativa é que a normalidade seja retomada em 10 de março, com a análise do orçamento de 2025 prevista para o dia 17.
Em meio a esse cenário, uma decisão polêmica da mesa diretora da Câmara dos Deputados foi anunciada, proibindo o uso de cartazes e objetos de manifestação dentro do plenário. A medida, que visa manter a ordem durante as sessões, também se aplica às comissões e a qualquer pessoa presente nos recintos. A decisão foi tomada após divergências regimentais e, se necessário, o Departamento de Polícia Legislativa poderá ser acionado para garantir o cumprimento da determinação. A partir de agora, as manifestações serão restritas ao uso da fala, conforme o regimento interno.
Além disso, também foi determinado um código de vestimenta para as sessões da Câmara. Tanto no Plenário Ulysses Guimarães quanto nas outras comissões será exigido traje de passeio completo. “A presente determinação busca reafirmar os valores institucionais da Casa, garantindo que o ambiente legislativo permaneça compatível com o comprometimento e seriedade do trabalho aqui exercido.”, argumentou Motta. A proibição de manifestações com objetos é vista como uma forma de evitar que o plenário se torne palco de disputas políticas e de autopromoção nas redes sociais.
*Com informações de Bruno Pinheiro
Fonte: Jovem Pan News
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