O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (27) a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que define o papel da União na segurança pública. A declaração foi feita durante evento em Salvador (BA).
Lula reconheceu a segurança pública como um problema nacional e cobrou celeridade dos deputados na votação da PEC, que tramita na Câmara desde o ano passado. A proposta visa atribuir novas responsabilidades à União no setor.
O presidente criticou a política armamentista defendida por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, a facilitação do acesso a armas contribuiu para o fortalecimento do crime organizado. “Faziam apologia da arma como se cada um ter uma arma fosse a salvação. E essas armas iam cair nas mãos do bandido ou do crime organizado”, afirmou Lula.
Lula também reafirmou o compromisso de criar o Ministério da Segurança Pública, caso a PEC seja aprovada. Ele ressaltou a necessidade de recursos para que a pasta possa atuar de forma eficaz. “Por isso, meus companheiros deputados, vocês têm a responsabilidade de aprovar”, completou.
Em outro momento, o presidente declarou estar vivendo seu “melhor momento do ponto de vista político” e afirmou sentir-se fisicamente melhor do que há 20 anos.
Ele mencionou ainda sua boa relação com parlamentares de diversos partidos. “Não tenho inimigos. Só é meu inimigo quem quiser ser. E se quiser, seja de graça, porque não vou pagar para ser meu inimigo”, afirmou Lula.
O presidente brincou sobre sua forma física: “Tenho 80 anos, hoje estou melhor fisicamente do que quando fui eleito presidente em 2003. Naquele tempo, andava na esteira a 4km/h cansando e bufando. Hoje, com 80 anos, ando a 6km/h, com 5º de inclinação, faço musculação porque determinei que vou viver até os 120 anos”.




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