Laudo da Polícia Federal (PF), divulgado nesta sexta-feira (6) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, indica que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode permanecer custodiado na Papuda, mesmo necessitando de tratamento médico. O documento afasta a necessidade de transferência para hospital penitenciário ou prisão domiciliar.
O laudo, resultado de perícia solicitada por Moraes, considera o quadro clínico de Bolsonaro estável. A perícia foi realizada após a transferência do ex-presidente da Superintendência Regional da Polícia Federal para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O ministro Moraes tornou o documento público e concedeu cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o laudo. Anteriormente, na quarta-feira (4), a defesa havia solicitado novamente a prisão domiciliar, alegando piora na saúde de Bolsonaro.
Apesar de confirmar a existência de comorbidades como pressão alta, obesidade, apneia do sono, artérias entupidas e refluxo, o laudo da PF assegura que todas as condições estão controladas, seja por meio de medicamentos ou do uso de CPAP (para apneia).
O exame também contesta diagnósticos mais graves apresentados por médicos da defesa, negando evidências de pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia (perda de massa muscular).
Embora não recomende a transferência, o laudo sugere adaptações na cela de Bolsonaro, incluindo a instalação de barras de apoio e campainhas de emergência, além de acompanhamento fisioterapêutico contínuo. Atualmente, Bolsonaro ocupa uma Sala de Estado Maior com 38,5 m², equipada com quarto, banheiro privativo, copa, ar-condicionado e área externa para banho de sol.




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