PF detalha rotina de Bolsonaro na ‘Papudinha’: leitura, TV e saúde sob controle

Laudo da Polícia Federal revela como o ex-presidente passa os dias na Sala de Estado-Maior, com acompanhamento médico constante.

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A rotina de Jair Bolsonaro (PL) na Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, foi detalhada em laudo da Polícia Federal divulgado nesta sexta-feira (6) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O documento descreve um dia a dia que inclui leitura, programas esportivos na TV e acompanhamento médico.

Segundo o laudo, Bolsonaro acorda por volta das 5h, mas só se levanta às 8h. As manhãs são dedicadas à leitura, após o desjejum e higiene pessoal.

As tardes são reservadas para descanso e lazer. Após um breve repouso depois do almoço, o ex-presidente assiste a programas esportivos e conversa com os policiais responsáveis pela segurança externa. Caminhadas de 1 km, sob escolta, também fazem parte da rotina.

A alimentação de Bolsonaro é composta, principalmente, pelo café da manhã fornecido pela unidade (achocolatado e pão com manteiga) e por refeições trazidas por familiares (arroz, feijão, proteína e salada), além de bolos e biscoitos.

Em relação à saúde, Bolsonaro afirma se preocupar com a família. Ele recebe visitas semanais de um pastor e um fisioterapeuta. O laudo aponta um quadro clínico estável, apesar de doenças crônicas como apneia do sono e pressão alta, que exigem acompanhamento constante.

O ex-presidente está custodiado em uma sala de 38,5 m² com quarto, banheiro, copa, ar-condicionado e área externa para banho de sol.

O laudo da PF descarta a necessidade de transferência para um hospital penitenciário ou prisão domiciliar, confirmando que Bolsonaro pode permanecer na ‘Papudinha’ mesmo durante tratamento de saúde.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado prisão domiciliar alegando piora na saúde, mas os peritos confirmaram as comorbidades (pressão alta, obesidade, apneia, artérias entupidas e refluxo) e atestaram que estão sob controle com medicamentos e equipamentos.

O exame da PF também negou diagnósticos mais graves sugeridos pela defesa.

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