STF mantém prisão de ex-assessor de Bolsonaro condenado por trama golpista

Marcelo Costa Câmara, sentenciado a 21 anos, teve a prisão preventiva mantida por Alexandre de Moraes devido ao descumprimento de medidas cautelares.

O coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Marcelo Costa Câmara, ex-assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro.

Câmara foi condenado pela Primeira Turma do STF a uma pena total de 21 anos de prisão, sendo 18 anos e seis meses em regime fechado e 2 anos e seis meses em regime semiaberto. Ele foi considerado culpado por integrar o “núcleo dois” da organização golpista investigada pela corte.

Na sua decisão, Moraes ressaltou que as circunstâncias que levaram à decretação da prisão preventiva permanecem inalteradas. Segundo o ministro, não houve fatos novos que justifiquem a revogação da medida.

Marcelo Costa Câmara havia sido preso em 8 de fevereiro de 2024, sob suspeita de monitorar o próprio ministro Moraes. Ele chegou a obter liberdade provisória em 16 de maio de 2024, mas voltou a ser preso preventivamente em 18 de junho de 2025 após descumprir medidas cautelares.

O descumprimento envolveu o uso de redes sociais e o contato com outros investigados no caso. A prisão também se intensificou após a comunicação do advogado de Câmara com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, onde solicitava a anulação da delação de Cid, alegando pressões sofridas durante os depoimentos à Polícia Federal.

Para Moraes, a soltura do réu ainda representa um “perigo” e pode configurar uma “tentativa de embaraço às investigações”.

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