PL Antifacção: Aliados de Derrite querem rigor mantido após alterações no Senado

Deputado federal Guilherme Derrite (PP) busca reverter flexibilizações no projeto que retorna à Câmara. Financiamento da segurança pública com taxa sobre 'bets' é bem-visto.

O relator do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, O deputado federal ,Guilherme Derrite, durante reunião com lideres do partido Republicano

O projeto de lei Antifacção, que passou por modificações no Senado, está de volta à Câmara dos Deputados, e aliados do deputado federal Guilherme Derrite (PP) esperam que mudanças significativas sejam feitas.

A principal expectativa é que não haja “flexibilização e nem regressão” em relação ao texto original aprovado na Câmara. No entanto, pontos novos, como o financiamento da segurança pública, devem ser mantidos. Derrite vê com bons olhos a criação de uma taxa sobre as ‘bets’ para esse fim.

Segundo o texto aprovado no Senado, sob relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), os recursos seriam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), ampliando a participação dos estados. Estima-se uma arrecadação de até R$ 30 bilhões.

O deputado Derrite busca reinserir proibições retiradas por Vieira, como a vedação de auxílio-reclusão e direito a voto para presos ligados a facções ou milícias. Além disso, quer endurecer as penas, com o texto da Câmara prevendo de 20 a 40 anos para envolvidos e aumento de metade a 2/3 para líderes.

Auxiliares de Derrite avaliam que o texto do Senado fragilizou a proposta, tornando-a similar à visão do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, algo que, segundo eles, “não é o que a população quer”.

Nos bastidores, o governo federal busca a saída de Derrite da relatoria, pois considera o projeto prioritário para combater o crime organizado e importante para marcar a agenda de segurança pública do governo Lula.

Embora procurado, Derrite não se manifestou. Contudo, informações indicam que ele e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), devem se encontrar em breve. A expectativa é que Lira mantenha Derrite na relatoria, o que representaria uma derrota para o governo.

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