A Polícia Federal (PF) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório que detalha mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel.
As mensagens indicam discussões sobre pagamentos à Maridt, empresa que tem o ministro Dias Toffoli como um dos sócios. O nome de Toffoli é citado nas conversas, que também mencionam seus dois irmãos, também sócios da empresa.
Os pagamentos estariam relacionados à compra do Tayaya Resort, no qual a Maridt possuía participação. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela Jovem Pan.
Em nota, o gabinete do ministro Dias Toffoli confirmou a sua sociedade na Maridt, ressaltando que a Lei Orgânica da Magistratura permite a participação em empresas e o recebimento de dividendos, vedando apenas atos de gestão como administrador.
O gabinete informou ainda que a Maridt integrou o grupo do Tayaya até 21 de fevereiro do ano passado. Destacou que a ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a Dias Toffoli em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.
O ministro nega conhecer o gestor do Fundo Arllen, comprador da participação da Maridt no resort, e refuta qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro.
A PF solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a arguição de suspeição de Toffoli no inquérito sobre o Banco Master, alegando menções ao ministro no celular de Vorcaro. A solicitação de suspeição, no entanto, depende do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Toffoli, em nota, classificou o pedido da PF como “ilações” e questionou a legitimidade da corporação para fazer tal solicitação, com base no artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro garantiu que apresentará sua resposta ao presidente da Corte.




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