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POLÍTICA

STF Confirma Acessos Ilícitos Antes de Vazamento de Dados de Ministros

Corte aponta para falhas no sistema da Receita Federal e defende investigação rigorosa após operação da Polícia Federal.

17/02/2026 às 13:32
3 min de leitura
Sessão plenária do STF.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu um comunicado nesta terça-feira (17) confirmando que o sistema da Receita Federal registrou “múltiplos acessos ilícitos” que antecederam o vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e seus familiares. A divulgação dos dados é considerada uma manobra para gerar “suspeitas artificiais de difícil dissipação”, segundo a nota oficial.

A Polícia Federal (PF) realizou uma operação nesta terça-feira, tendo como alvos Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Detalhes sobre as medidas tomadas contra os investigados não foram divulgados na íntegra.

A Jovem Pan News, que originalmente publicou a reportagem, informou não ter conseguido contato com a defesa dos investigados, mantendo o espaço aberto para manifestação.

Operação da PF

A operação da PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com o objetivo de investigar quebras irregulares de sigilo fiscal de parentes de ministros do STF. A Receita Federal, em nota, declarou que não tolera desvios de conduta e que, além do inquérito policial, já existe um procedimento investigatório interno em parceria com a autoridade policial, cujos resultados serão divulgados oportunamente.

Inquérito Interno

Em janeiro, o ministro Alexandre de Moraes abriu um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) violaram o sigilo fiscal de ministros do STF e seus familiares de forma irregular. As suspeitas surgiram após a Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

Relação com o Banco Master

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, representou o Banco Master e Daniel Vorcaro junto ao Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional. O contrato previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao escritório de Viviane, totalizando R$ 129 milhões até 2027, caso fosse integralmente cumprido.

Com informações do Estadão Conteúdo. Fonte: Jovem Pan News.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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