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INTERNACIONAL

Reforma Trabalhista de Milei Aprovada na Câmara Argentina Após Greve Geral

Projeto segue para nova votação no Senado; Mudanças incluem jornada de 12h e restrição ao direito de greve.

20/02/2026 às 06:50
3 min de leitura
Uma tela mostra a votação dos deputados argentinos durante uma sessão para debater as reformas da legislação trabalhista no Congresso Nacional em Buenos Aires, no início de 20 de fevereiro de 2026. A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a reforma trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei pouco depois da meia-noite de 19 para 20 de fevereiro de 2026, em um passo importante, mas não definitivo, para sua promulgação, após um dia de greves gerais que paralisaram o país.

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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A aprovação representa um passo importante, embora não definitivo, para a sanção da lei, e ocorreu após um dia de greve geral no país.

O projeto, considerado crucial para a segunda metade do mandato de Milei, já havia sido aprovado pelo Senado. No entanto, modificações realizadas na Câmara dos Deputados exigem um novo retorno à Câmara Alta para a aprovação final, que o governo espera obter antes de março.

Após quase 11 horas de debate, a lei foi aprovada com 135 votos a favor e 115 contra.

Milei comemorou a aprovação em um comunicado na rede social X, afirmando que a reforma visa “acabar com mais de 70 anos de atrasos nas relações de trabalho dos argentinos”.

Principais Pontos da Reforma

A reforma é vista como “regressiva e inconstitucional” pela central sindical argentina CGT. Entre as mudanças propostas, estão a redução de indenizações, a ampliação da jornada de trabalho para 12 horas e a limitação do direito de greve.

Greve Geral e Protestos

A votação na Câmara dos Deputados ocorreu após uma greve geral na quinta-feira (19), que, segundo a CGT, teve grande adesão. Sindicatos e organizações de esquerda se reuniram em frente ao Congresso, onde confrontos foram registrados entre manifestantes e policiais.

“Esta reforma piora a situação do trabalho“, disse à AFP Amílcar La Cueva, metalúrgico de 55 anos, durante a manifestação.

Impacto Econômico e Visão do Governo

A reforma trabalhista é uma das principais iniciativas de Milei, que busca aprovar mudanças estruturais com o apoio de uma composição mais favorável no Congresso. O governo argumenta que a reforma ajudará a reduzir a informalidade, que atinge mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos por meio da redução de encargos tributários para os empregadores.

Adesão à Greve

De acordo com o copresidente da CGT, Jorge Sola, a greve teve “uma adesão enorme, com mais de 90% da atividade paralisada”. Ele ainda adicionou que “acontecerá um aprofundamento do plano de ação dos sindicatos”.

Entretanto, algumas linhas de ônibus operaram parcialmente, e muitos comércios abriram, apesar da falta de funcionários e clientes.

Contexto Político

Esta foi a quarta greve geral em dois anos de mandato de Milei, que está nos Estados Unidos para a instalação do “Conselho de Paz” de seu aliado Donald Trump. Bancos e instituições financeiras permaneceram fechados no centro da capital. A Aerolíneas Argentinas reprogramou 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros. Trabalhadores portuários também aderiram à paralisação.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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