Câmara aprova acordo Mercosul-UE: entenda os impactos para MS
Texto segue para o Senado e pode impulsionar exportações do estado, com foco em produtos com Indicação Geográfica.
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A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (25), o projeto que autoriza o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). O tratado, que estabelece novas regras para o comércio entre os dois blocos, agora será encaminhado ao Senado para análise.
O acordo define normas tarifárias, regulatórias e prazos de transição para o comércio bilateral de bens e serviços. Um dos pontos cruciais é a regulamentação da exportação de minerais raros, garantindo ao Brasil o direito de aplicar impostos sobre nióbio, lítio e cobalto vendidos à UE, com alíquota mínima de 50% da taxa cobrada de outros países e limite máximo de 25% para a Europa.
Principais Pontos do Acordo
Minerais Raros: Brasil mantém o direito de tributar exportações para a UE, com alíquotas vantajosas.
Sustentabilidade: Processo produtivo deverá seguir normas europeias de sustentabilidade e rastreamento da cadeia de suprimentos.
Setor Automotivo: Previsão de um período de transição gradual para o fim das tarifas no comércio de veículos. Brasil poderá suspender a redução de tarifas ou voltar a cobrar a alíquota de 35% em caso de danos à indústria nacional.
Normas Regulatórias: Brasil se compromete a aceitar relatórios de testes emitidos na UE para itens como cintos de segurança, vidros, freios e emissões, seguindo as normas da ONU de 1958.
Indicações Geográficas (IGs): Reconhecimento mútuo de IGs, protegendo produtos como a cachaça, queijos da Canastra, mel do Pantanal e café do Cerrado Mineiro na União Europeia. Empresas brasileiras que já utilizam nomes de produtos europeus, como “parmesão” e “gorgonzola”, poderão continuar a fazê-lo.
Medicamentos: Regras sobre patentes seguem acordos internacionais já vigentes, como o TRIPS, preservando a lei brasileira de propriedade industrial e a permissão para políticas de genéricos e licença compulsória.
A aprovação no Senado e a ratificação nos parlamentos dos demais países do Mercosul e da União Europeia são etapas cruciais para a entrada em vigor do acordo.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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