STF nega pedido de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro
Moraes detalha rotina do ex-presidente na Papuda e cita 'intensa atividade política' como argumento contra o pedido.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) o novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para a concessão de prisão domiciliar humanitária.
Na decisão, o magistrado detalhou os 39 dias iniciais de Bolsonaro na Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”, localizado no Complexo da Papuda. Relatórios da administração penitenciária, enviados ao STF em 30 de janeiro e 24 de fevereiro, informaram sobre as atividades do ex-presidente.
Entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro, Bolsonaro recebeu diversas visitas, incluindo deputados federais, senadores e governadores. Moraes afirmou que os compromissos de Bolsonaro ratificam o laudo da Polícia Federal (PF) sobre seu quadro clínico.
Rotina e Saúde de Bolsonaro na Papuda
O laudo médico da PF, divulgado em 6 de fevereiro, detalhou a rotina de Bolsonaro. Segundo o documento, o ex-presidente relatou que aciona os serviços de saúde somente “quando julga estritamente necessário”. Ele também informou sobre uma melhora significativa no sono após o uso de CPAP.
Bolsonaro negou dificuldades para usar a medicação de indução de sono e deglutir alimentos e bebidas. Ele também relatou não apresentar tosse ou rouquidão após episódios de refluxo.
Sobre seu estado emocional, Bolsonaro declarou manter-se equilibrado, expressando maior preocupação com a filha, a esposa e a enteada. O laudo apontou que ele “não apresentou queixas compatíveis com sentimentos de inferioridade, desesperança ou incapacidade de sentir prazer”. Ele rejeitou acompanhamento psiquiátrico ou psicológico e preferiu receber a visita de um pastor.
Alimentação e Tratamento Médico
O laudo da PF indicou que a dieta de Bolsonaro é “pobre em frutas, verduras e hortaliças”, com consumo frequente de “alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares refinados”.
O ex-presidente está em tratamento medicamentoso com IBP, que “estimula o esvaziamento gástrico e protege a mucosa esofagogástrica”. Para fins similares, ele eleva a cabeceira da cama ao deitar-se.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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