Defesa de Marcola quer fim de gravações em encontros com advogados
Advogados buscam no STF o mesmo tratamento concedido a banqueiro investigado, alegando ausência de autorização judicial.
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A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, anunciou nesta quinta-feira (12) que solicitará autorização para que as conversas com seus advogados na Penitenciária Federal de Brasília não sejam gravadas em áudio e vídeo.
O advogado Bruno Ferullo informou que o pedido será feito após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu medida semelhante para o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master.
A defesa alega que a legislação permite o monitoramento apenas com autorização judicial específica, inexistente no caso de Marcola. Com isso, buscam garantir ao cliente o mesmo direito concedido a Vorcaro.
Argumentos da Defesa
Os advogados de Marcola também pedem permissão para entrar no presídio com documentos e fazer anotações durante as conversas. Caso o pedido seja negado pelo juiz corregedor responsável pelo sistema penitenciário federal, a defesa pretende recorrer ao STF.
O ministro André Mendonça proibiu a gravação das conversas entre Daniel Vorcaro e seus advogados na Penitenciária Federal de Brasília na segunda-feira (9). A decisão também permitiu visitas sem agendamento e anotações escritas durante as reuniões.
Vorcaro foi preso em março durante a Operação Compliance Zero. As liquidações do Banco Master, e da gestora Reag, revelaram graves problemas no sistema financeiro.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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