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POLÍTICA

Dono do Banco Master avalia delação premiada após prisão, dizem fontes

Daniel Vorcaro, preso por ordem do STF, teria iniciado conversas com PGR e PF; defesa nega acordo.

12/03/2026 às 09:19
3 min de leitura
Daniel Vorcaro, do Banco Master

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O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está considerando a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF), segundo informações apuradas pelo Estadão.

As negociações teriam começado logo após a prisão de Vorcaro, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na quarta-feira da semana passada (4). Fontes próximas ao caso indicam que as tratativas ainda estão em fase inicial e não há um termo de confidencialidade assinado.

A defesa de Daniel Vorcaro nega veementemente qualquer negociação de delação premiada, classificando as notícias como falsas e com o objetivo de prejudicar a defesa do banqueiro. “A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”, diz a nota.

A progressão das conversas sobre a delação dependeria do resultado do julgamento sobre a liberdade de Vorcaro, que terá início no plenário virtual do STF nesta sexta-feira (13).

Fontes relatam que o empresário demonstrou insatisfação com a prisão preventiva e sinalizou não estar disposto a permanecer detido por um longo período. Após ser preso em São Paulo, Vorcaro foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília.

Os advogados do banqueiro solicitaram que as visitas ao empresário não sejam gravadas ou monitoradas por câmeras, como é usual nesse tipo de estabelecimento prisional.

A condução das tratativas da possível delação ficaria a cargo da equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A PF participaria da colheita de depoimentos, mas os termos e cláusulas seriam negociados com a PGR.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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