Terça-feira, 17 de Março de 2026
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POLÍTICA

PGR denuncia presidente afastado da Alerj e desembargador por obstrução e vazamento de informações ligadas ao Comando Vermelho

Rodrigo Bacellar, TH Joias e Macário Ramos Júdice Neto são acusados de atrapalhar investigações e favorecer facção criminosa.

16/03/2026 às 23:49
3 min de leitura
Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual TH Joias, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto por suposta obstrução de Justiça e vazamento de informações sigilosas de investigações que envolvem lideranças do Comando Vermelho.

O Supremo Tribunal Federal (STF) agora avaliará se aceita a denúncia apresentada pela PGR. Caso a denúncia seja aceita, Bacellar, TH Joias e Macário se tornarão réus e responderão a um processo penal no STF. O ministro Alexandre de Moraes é o relator da investigação.

Detalhes da Denúncia

Segundo a Polícia Federal, Bacellar é suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, que investigava TH Joias por ligação com o Comando Vermelho. TH Joias foi preso em setembro por suspeita de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de negociar armas e equipamentos para a facção.

A suspeita de vazamento da Operação Zargun foi levantada pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, após indícios de tentativa de fuga e destruição de provas por parte dos investigados.

Operação Zargun

As investigações da Operação Zargun identificaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares, ex-secretários e TH Joias. A organização, segundo a PF, se infiltrou na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas e equipamentos.

Prisão de Bacellar e Licença do Mandato

Rodrigo Bacellar foi preso em dezembro pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Unha e Carne, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com Moraes, a PF argumentou que Bacellar orientou TH Joias na remoção de objetos de sua residência, indicando envolvimento no encobrimento do investigado.

Bacellar está afastado da presidência da Alerj e renovou o pedido de licença do mandato, que já está em vigor desde 10 de dezembro. Ele ocupava o comando da Casa desde 2023 e chegou a exercer interinamente o cargo de governador.

Reação da Defesa

Em nota, a defesa de Bacellar afirmou que a acusação da PGR “está baseada em ilações e narrativas repetidamente refutadas”. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa de TH Joias e Macário Judice.

Encontro Suspeito

A análise do celular de Bacellar pela Polícia Federal indica um encontro entre ele e o desembargador Macário Judice Neto na véspera da deflagração da Operação Zargun. O desembargador era o relator da investigação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Segundo a PF, a reunião “permite concluir que ambos provavelmente estavam juntos no momento em que TH J

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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