STF decide futuro do governo do Rio: Eleição direta ou indireta?
Plenário do Supremo definirá em 8 de abril se a população ou deputados escolherão o novo governador do Rio.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir o futuro do governo do Rio de Janeiro. O presidente do STF, Edson Fachin, anunciou que o plenário se reunirá presencialmente no dia 8 de abril para analisar a vacância do cargo de governador.
Os ministros decidirão se a eleição para o novo governador será direta, com a participação da população, ou indireta, realizada pelos deputados estaduais.
A decisão do STF busca garantir a legalidade, a segurança jurídica e a estabilidade institucional no processo sucessório do estado, em conformidade com a Constituição e a legislação eleitoral.
Entenda o Caso
A discussão sobre a eleição no Rio ganhou força após a renúncia do governador Cláudio Castro para concorrer ao Senado. A linha sucessória ficou indefinida devido à saída do vice-governador e ao afastamento do presidente da Alerj.
Na sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin suspendeu liminarmente a eleição indireta, atendendo a um pedido do PSD-RJ, que defende o voto direto. A decisão de Zanin contrasta com um entendimento anterior do STF que validava a eleição indireta.
Zanin justificou sua decisão argumentando que a renúncia de Castro configurou uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral. Até a decisão final do STF, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, assume interinamente o governo.
Outras Decisões Impactando o Cenário Político
Além da indefinição sobre a eleição, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu um novo presidente, mas a votação foi anulada pela presidência do TJRJ. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) também marcou uma sessão para recontar os votos para o cargo de deputado estadual, o que pode alterar a composição da Alerj.
O ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. Ele pretende recorrer da decisão.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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