Comissão dos EUA Questiona Ações de Moraes e Liberdade de Expressão no Brasil
Relatório divulgado por republicanos critica decisões do STF e alega possível impacto nas eleições de 2026.
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A comissão judiciária da Câmara dos Estados Unidos, liderada por Jim Jordan, aliado de Donald Trump, divulgou nesta quarta-feira (1º) o terceiro relatório sobre supostas restrições à liberdade de expressão no Brasil, gerando debates acalorados.
O documento alega que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), compromete a soberania dos EUA ao tentar restringir a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos. Segundo a comissão, essas ações poderiam impactar as eleições brasileiras de 2026.
Críticas às Decisões Durante as Eleições de 2022
O relatório também expressa preocupações sobre as decisões do STF durante a eleição presidencial de 2022. A comissão argumenta que ordens de remoção de conteúdos considerados negativos sobre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva podem ter influenciado o resultado do pleito.
“As ordens de censura e as manobras jurídicas do ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente a capacidade deles de se manifestarem online sobre assuntos de importância pública nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”, afirma o documento.
Histórico e Repercussão
Este é o terceiro relatório da série iniciada em abril de 2024, após a rede social X (antigo Twitter) enviar à comissão pedidos do STF e TSE para derrubada de perfis e conteúdos. A Jovem Pan informou que tenta contato com o ministro Moraes para obter um posicionamento.
Em janeiro, Jordan se reuniu com Eduardo e Flávio Bolsonaro, além do jornalista Paulo Figueiredo. O relatório cita ações judiciais contra Eduardo Bolsonaro, réu no Brasil por coação e obstrução de Justiça.
A comissão americana alega que um suposto “regime de censura” no Brasil poderia forçar empresas americanas a escolher entre cumprir decisões judiciais brasileiras ou encerrar suas operações no país. O relatório aponta ainda que Moraes teria expedido ordens sigilosas exigindo dados de usuários de plataformas como Google, X, Meta e Telegram.
Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro se manifestaram nas redes sociais criticando Moraes e o governo Lula, respectivamente.
Em novembro de 2025, o STF tornou Eduardo Bolsonaro réu por coação, após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de tentar articular sanções nos EUA.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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