Irã e EUA divergem sobre plano de paz, enquanto tensões no Estreito de Ormuz reacendem
Casa Branca nega versão iraniana de acordo, e novo bloqueio no estreito eleva preocupações globais.
Anuncie Aqui
Washington e Teerã discordam sobre os termos de um plano de dez pontos para negociações de paz, com a Casa Branca afirmando que a versão divulgada pelo Irã não corresponde ao documento em discussão. A declaração anônima de uma fonte do governo americano surge após o presidente Donald Trump mencionar um plano “viável” apresentado pelo Irã.
Simultaneamente, o Irã voltou a bloquear o Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global de petróleo, citando ataques de Israel contra o Líbano como justificativa. A agência semi-oficial iraniana Fars reportou a medida, que ocorre mesmo após a liberação temporária do fluxo marítimo e a aceitação inicial das condições iranianas para uma trégua por Trump.
Divergências no Plano de Paz
Segundo a mídia estatal iraniana, o plano de 10 pontos inclui a manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, o fim das sanções internacionais e a “aceitação” do enriquecimento de urânio. Esses pontos contradizem as declarações públicas de Washington sobre as exigências para um acordo.
Bloqueio do Estreito de Ormuz e Ameaças
A reabertura do Estreito de Ormuz permitiu a passagem dos navios de carga NJ Earth e Daytona Beach, após uma drástica redução no tráfego devido ao conflito. No entanto, o bloqueio foi reimposto após os ataques no Líbano, com o Irã considerando a retirada do acordo temporário e acusando Israel de violar o cessar-fogo ao atacar o Líbano.
Uma fonte do governo iraniano alertou que o país poderá usar a força se os EUA não controlarem as ações de Israel no Oriente Médio, referindo-se a Israel como “cão raivoso”.
Ataques no Líbano e Resposta de Israel
Após atacar o sul do Líbano, Israel declarou que o país não está incluído no cessar-fogo com o Irã, que apoia o Hezbollah. Ataques foram reportados contra cidades no sul do Líbano, incluindo a região de Tiro.
O porta-voz do exército israelense em árabe, coronel Avichay Adraee, se manifestou sobre o assunto, mas o conteúdo de sua declaração não foi detalhado na reportagem.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários