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POLÍTICA

Exército prende três militares condenados por trama golpista; dois seguem foragidos

Operação cumpre ordens de Alexandre de Moraes após STF rejeitar recursos das defesas.

10/04/2026 às 09:20
3 min de leitura
Exército brasileiro • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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O Exército Brasileiro cumpriu mandados de prisão na manhã desta sexta-feira (10), detendo três dos sete militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da trama golpista. As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a rejeição dos recursos apresentados pelas defesas.

Foram presos:

  • Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
  • Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel.

Dois condenados do mesmo grupo permanecem foragidos: Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

Entenda o caso

Os integrantes do núcleo 4 são acusados de criar uma “Abin paralela”, utilizando a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar opositores e disseminar informações falsas com o objetivo de serem exploradas por outros membros do grupo.

A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) também aponta para uma campanha de difamação e ataques virtuais contra comandantes do Exército e da Aeronáutica em 2022, visando pressioná-los a aderir a planos golpistas.

Além disso, os investigados são acusados de elaborar e divulgar um relatório com informações falsas sobre supostas falhas nas urnas eletrônicas. O documento foi utilizado como base para uma ação do Partido Liberal (PL), que questionava o resultado das eleições. Na época, o ministro Alexandre de Moraes classificou o material como “uma das coisas mais bizarras” já recebidas pela Justiça Eleitoral.

A condenação do grupo foi definida pela Primeira Turma do STF, com um placar de 3 votos a 1 pela responsabilização dos sete réus do núcleo. A ministra Cármen Lúcia justificou a decisão afirmando que o núcleo de desinformação promoveu um conjunto de práticas delituosas que levou à “intimidação sutil e eficiente”, produzida pelas mídias sociais, destacando ainda que a disseminação de mensagens falsas intensificou a polarização política.

Além dos três presos e dos dois foragidos, integram o núcleo 4:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal).

Os integrantes do núcleo respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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